Transição sitiada

Por Natália Mello
As eleições de 2020 nos Estados Unidos foram repetidamente chamadas de “a life changing election” (uma eleição transformadora da vida). A julgar pela mobilização recorde de eleitores nas últimas eleições não parece exagero supor que estava na mesa opções que teriam impactos profundos.

A OPÇÃO DOGMÁTICA E A “INVIABILIDADE” DE MEDIDAS ABRANGENTES DE POLÍTICA ECONÔMICA KEYNESIANA NO GOVERNO BOLSONARO (PARTE II): AS MEDIDAS DE PROTEÇÃO À ECONOMIA NO PERÍODO DA PANDEMIA: OS CASOS DA FRANÇA, DOS EUA E DA ARGENTINA

Por Wilson Vieira
A partir do que observamos sobre as opções de política econômica do governo brasileiro perante o desafio da pandemia, fazemos agora uma breve exposição das medidas tomadas pelos governos da França, dos EUA e da Argentina para proteger suas economias durante o período da pandemia.

O governo começou, acabou e recomeçou, mas não sabemos como irá terminar

Por Ivo Coser
Refletir sobre as notícias do jornal é uma tarefa que interessa a todos que refletem sobre a política. A conjuntura com seus vários fenômenos, diversos atores e suas interações múltiplas, seus resultados ora surpreendentes ora esperados exigem do espectador um instrumental que lhe permita separar o passageiro do permanente; que lhe forneça meios que direcione o olhar para as ações que vão influenciar o curso dos acontecimentos daquelas que são apenas uma nuvem passageira, a qual por vezes anuncia uma chuva que não virá.

Individualismo personalista, imunidade coletiva

Por Lucas van Hombeeck
A quais forças da cultura é possível atribuir a resiliência da situação político-institucional pela qual passamos no Brasil hoje?[2] Se, por um lado, nos últimos anos as notícias não deixaram de surpreender, em especial àqueles de nós que consideravam certos valores democráticos como dados genericamente compartilhados, por outro, uma análise de processos históricos de mais longa duração pode sugerir que, na verdade, não há tanto com que se surpreender assim.

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