Ensaio bibliográfico – Uma micropolítica da redemocratização: 7 livros sobre crime, segurança e prisão em São Paulo

Por Fabio Magalhães Candotti
Entre o fim de 2017 e o ano de 2018, foram lançados sete livros sobre crime, segurança pública e prisões em São Paulo. Escritos que podem ser considerados frutos maduros de engajamentos intelectuais variados e crescidos ao longo de duas décadas, em meio a diálogos intensos entre si. A proximidade das publicações expressa um processo comum e mais amplo, cuja potência encontra-se na sua diversidade, capaz de tornar compreensíveis diferentes processos de transformação histórica que atravessaram a vida paulista e brasileira das últimas décadas. Processos que aí estão, muito vivos, talvez em seu momento mais luminoso e terrível.

Resenha de: LINDGREN-ALVES, José Augusto. É preciso salvar os direitos humanos. São Paulo: Perspectiva, 2018.

Por Carla Vreche
O atual cenário político internacional é bastante diverso daquele dos anos 1990 e início do século XXI, no qual os direitos humanos eram tidos como tema de importância global. Sem dúvidas, algo está mudando desde então. Com discursos que contestam a relevância desses direitos, o crescimento da direita populista e a narrativa do “cidadão de bem” são marcas expressivas de nosso tempo. Intrinsecamente relacionados, esses eventos dão base ao apelo feito por José Augusto Lindgren Alves: É Preciso Salvar os Direitos Humanos!

Essa gente, de Chico Buarque

Por Leonardo Octavio Belinelli de Brito
À primeira vista, Essa gente, sexto romance de Chico Buarque, parece ser uma novela escrita em forma de diário pelo protagonista, o escritor Manuel Duarte, no qual são anotadas relatos e mensagens enviadas e recebidas entre dezembro de 2016 e setembro de 2019. Porém, não se trata apenas disso, pois o livro contém passagens em que outros personagens são autores dos trechos.

Sobre “As políticas de abate social no Brasil contemporâneo”, reflexões com Amélia Cohn no Cedec

Por Raissa Wihby Ventura
Com a palavra, o atual mandatário da República brasileira. ” Os caras vão morrer na rua igual barata, pô. E tem que ser assim”[2]; “Ideologia de gênero é coisa do capeta”[3]; “Sou o capitão motosserra”[4]; “Todo mundo gostaria de passar a tarde com um príncipe. Principalmente vocês, mulheres”[5]; “Quilombola não serve nem para procriar”[6].

Estudantes e docentes negras/os nas instituições de ensino superior: em busca da diversidade étnico-racial nos espaços de formação acadêmica no Brasil

Por Flavia Rios e Luiz Mello
A história das Ações Afirmativas no Brasil nos mostra que o enfrentamento das severas e persistentes desigualdades raciais só se tornou viável na medida em que o país passou a produzir e divulgar dados institucionais sobre cor de forma transparente, periódica e sistemática.

Qual o preço da privacidade do cidadão brasileiro?

Por  Thatiane Faria Oliveira Moreira
A agenda de privatizações do atual governo brasileiro inclui, entre as estatais que estão na mira para serem vendidas, duas empresas pouco conhecidas da maioria dos brasileiros. Ambas, entretanto, detêm informações sensíveis dos cidadãos, já que atendem com serviços de Tecnologia da Informação (TI) os principais órgãos governamentais. Trata-se da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev) e do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).

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