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A crise de coordenação política e a indefinição do cenário político-eleitoral de Minas Gerais

Marta Mendes da Rocha1
Miguel Amaral Carvalho Neves2

27 de setembro de 2026

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Dando continuidade ao Especial Eleições 2026, o Boletim Lua Nova apresenta uma análise da disputa pelo governo de Minas Gerais e das transformações recentes na estrutura da competição política no estado. A partir da centralidade de Cleitinho Azevedo no cenário eleitoral, o texto argumenta que a indefinição da disputa expressa um processo mais amplo de fragmentação dos recursos de coordenação política entre diferentes candidaturas. Ao reconstruir a trajetória das eleições mineiras nas últimas duas décadas, os autores mostram como liderança eleitoral, controle do governo, estrutura partidária e capacidade de articulação deixaram de se concentrar em um único polo. Para conferir os outros textos da série, clique aqui.

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Em anos de eleições gerais, Minas Gerais atrai atenção por sua histórica convergência com o resultado nacional para a Presidência. Desde a redemocratização, o candidato vencedor no estado também venceu a eleição presidencial, fato frequentemente explicado pela diversidade sociodemográfica de Minas, que espelha características de diferentes regiões do país. Em 2026, porém, o estado despertou atenção adicional devido à incerteza na definição das candidaturas para o governo do estado e dos palanques para os candidatos a presidente (Couto et al., 2026). O principal fator de instabilidade foi o comportamento de Cleitinho Azevedo (Republicanos), líder isolado nas pesquisas desde as primeiras sondagens realizadas em março e abril deste ano. Em posição confortável, o senador adiou até o limite sua decisão de disputar o governo, chegando a mudar de posição várias vezes em questão de dias no início do mês de agosto, o que o levou a se indispor com dirigentes de seu partido.

Na centro-esquerda, o principal obstáculo foi construir uma candidatura competitiva e que também pudesse servir como palanque para Lula. Após a recusa do senador Rodrigo Pacheco (PSB) em disputar o governo em aliança com o PT, as alternativas inicialmente consideradas pelo partido não vingaram. Marília Campos (PT), ex-prefeita de Contagem, preferiu disputar o Senado; Alexandre Kalil (PDT), ex-prefeito de Belo Horizonte e candidato derrotado ao governo em 2022, recusou uma nova aliança com o PT; e a possibilidade de lançar Gabriel Azevedo (MDB), jovem liderança e ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, também não prosperou. O PT acabou confirmando Patrus Ananias, ex-prefeito de Belo Horizonte e ex-ministro do Desenvolvimento Social no governo Lula (2004-2010), enquanto Kalil e Gabriel mantiveram candidaturas próprias.

Na direita, a disputa também se fragmentou. Além de Cleitinho, concorrem Mateus Simões (PSD), atual governador e candidato à reeleição, e Flávio Roscoe (PL). Roscoe, empresário e ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), representa uma alternativa com menor viabilidade eleitoral imediata, mas maior previsibilidade e capacidade de coordenação partidária. Simões, por sua vez, procura se apresentar como continuidade institucional do governo Romeu Zema (Novo), apoiando-se no capital político do governo e na capacidade de articulação de seu vice, Danilo de Castro (União Brasil). Até aqui, contudo, essa estrutura não se converteu em vantagem eleitoral: apenas 26% dos eleitores dizem que o apoio de Zema aumenta sua disposição de votar no candidato.

A pesquisa Quaest de 8 de setembro confirma a liderança de Cleitinho, com 32%, seguido por Patrus Ananias e Alexandre Kalil, com 11%, e Mateus Simões, com 8%. Flávio Roscoe e Gabriel Azevedo aparecem com 3%. O quadro permanece estável em relação à pesquisa anterior e, embora 59% dos eleitores considerem sua escolha definitiva, 41% ainda admitem mudar de voto. O cenário, portanto, permanece aberto, mas com uma vantagem importante para Cleitinho: ele lidera também em todos os cenários de segundo turno.

Na disputa presidencial, o quadro é de relativa estabilidade. Se considerarmos o cenário de segundo turno apresentado pela Quaest, Lula liderava desde a primeira sondagem, feita em agosto de 2025, quando marcava 42% contra 33% de Flávio Bolsonaro, com queda gradual nas rodadas seguintes. A pesquisa mais recente, de 8 de setembro, foi a primeira em que Flávio apareceu à frente de Lula, com 40% contra 37%. Há uma tendência real de queda de Lula no estado, mas a diferença permanece dentro da margem de erro, indicando empate técnico. 

Cleitinho não é a causa, mas o sintoma

Nos últimos meses, a cobertura jornalística e as análises sobre a indefinição do cenário eleitoral em Minas Gerais concentraram-se no comportamento de Cleitinho. Ao adiar sua decisão, o senador teria conseguido ditar o ritmo das demais candidaturas. As explicações para sua indecisão recorreram a seu perfil de outsider, às dificuldades de governar um estado com severas restrições fiscais e a questões pessoais. Poucas dessas análises, porém, perguntaram por que a decisão de um único ator foi capaz de produzir tamanha incerteza no ambiente político mineiro. Essa é, ao nosso ver, a questão central: o que a centralidade de Cleitinho na definição do cenário eleitoral de 2026 revela sobre a transformação da estrutura de competição política em Minas Gerais? Nosso argumento é que a demora na definição do quadro eleitoral não decorre simplesmente da indecisão de Cleitinho, mas da ausência de atores capazes de coordenar simultaneamente partidos, alianças e o eleitorado. Sua centralidade é, portanto, menos causa da indefinição do que sintoma de uma transformação na estrutura de poder político em Minas Gerais. 

Historicamente, a política mineira contou com lideranças capazes de articular diferentes partidos e grupos em torno de um centro de gravidade. Isso não eliminava a competição eleitoral, mas permitia estruturar o campo de alternativas. A capacidade de coordenação, além de capital eleitoral, demandava o controle de outros recursos como controle do governo, estrutura partidária, capacidade de formar alianças e legitimidade para liderar determinado campo político. A emergência de Romeu Zema, em 2018, alterou este padrão. Sua vitória sobre Anastasia (PSDB) e Fernando Pimentel (PT) marcou a ruptura com a configuração anterior. Sua saída, em 2026, para disputar a presidência do país não deixou apenas uma vaga no campo da direita, mas também um problema de coordenação. Nenhum ator, desde então, conseguiu reunir simultaneamente a posição institucional do governo, a liderança eleitoral da direita, a articulação partidária, a conexão com o eleitorado bolsonarista e a capacidade de ordenar alianças.

Cleitinho ocupa uma parcela importante desse espaço, sobretudo por sua força eleitoral. É forte o suficiente para que os demais precisem saber o que fará, mas não suficientemente institucionalizado para organizar sozinho uma coalizão estável. Por isso, consegue impedir que os outros organizem o jogo, sem necessariamente conseguir organizá-lo ele próprio. Não foi, portanto, sua indecisão que produziu isoladamente a indefinição do cenário; foi a fragmentação da capacidade de coordenação das elites políticas mineiras que tornou sua decisão uma variável tão decisiva. Um olhar para as eleições ao governo de Minas nas últimas duas décadas permite compreender essa transformação como uma sequência de concentração, ruptura, reconstrução e, finalmente, fragmentação dos recursos de coordenação política. 

Em 2002, Aécio Neves (PSDB) ainda não ocupava o governo de Minas, era deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados. O então governador Itamar Franco (PMDB) havia desistido de disputar a reeleição e apoiou sua candidatura, que venceu no primeiro turno. Embora o recurso institucional do governo permanecesse com Itamar, Aécio já concentrava outros recursos fundamentais: liderança eleitoral da centro-direita, capacidade de articulação partidária e de construção de alianças. Sua chegada ao governo ocorreu, portanto, já apoiada em uma capacidade de coordenação política que ultrapassava a dimensão eleitoral. 

Em 2006, a coalizão política que começou a se formar em 2002 em torno de Aécio Neves atingiu seu ponto máximo de concentração de recursos. Como governador candidato à reeleição pelo PSDB, Aécio controlava o governo, era a principal liderança eleitoral da centro-direita e dispunha de ampla estrutura partidária e capacidade de construir alianças. Sua expressiva vitória no primeiro turno mostrou a capacidade de transformar recursos institucionais em força eleitoral.

Em 2010, sem poder disputar um  terceiro mandato, Aéciodeixou o governo para concorrer ao Senado. Seu vice, Antonio Anastasia (PSDB), assumiu o Executivo e tornou-se candidato à reeleição. Neste momento, ambos passam a dividir os recursos, mas dentro do mesmo polo político. Enquanto Anastasia controlava o recurso institucional do governo, Aécio preservava a liderança eleitoral e a capacidade de articulação partidária e de alianças. A vitória folgada de Anastasia no primeiro turno evidenciou a capacidade do grupo de organizar a sucessão e a transferência de posições e recursos.

Em 2014, a capacidade de coordenação do PSDB já encontrava limites. Aécio e Anastasia não foram capazes de eleger seu sucessor, Pimenta da Veiga (PSDB), que acabou derrotado por Fernando Pimentel (PT), apoiado pela estrutura nacional do Partido dos Trabalhadores e por uma ampla coalizão estadual. Mesmo assim, a eleição ocorreu entre dois polos relativamente organizados. A derrota do grupo tucano não significou a fragmentação do sistema de coordenação, mas mostrou que a coordenação começava a deixar de estar concentrada em um único grupo capaz de ordenar o conjunto da competição estadual.

Em análise recente, Speck (2026) investigou a presença e o papel dos partidos políticos na organização da competição política estadual no Brasil ao longo de 40 anos (de 1982 a 2024). Os dados coletados pelo autor indicam que Minas Gerais pertence historicamente ao grupo de estados caracterizado por uma estruturação bilateral/multilateral contínua e perene, ancorada nas presenças duradouras do PSDB, do PT e do PMDB. Esse achado empírico corrobora  com o nosso diagnóstico sobre a concentração e estabilidade dos recursos de coordenação em Minas no período. 

A ruptura com o padrão anterior ocorreu na eleição de 2018. Fernando Pimentel (PT) controlava o governo e disputava a reeleição; Antonio Anastasia (PSDB) dispunha da estrutura partidária e da capacidade de construir alianças herdadas do período tucano. Ainda assim, foram derrotados por um empresário sem experiência em cargo eletivo, que chegou ao governo sem os recursos institucionais e partidários que antes eram condição para disputá-lo. A força de Romeu Zema (Novo) vinha da imagem de outsider, da rejeição às estruturas tradicionais e da conexão direta com um eleitorado mobilizado pela ascensão de Jair Bolsonaro. Sua vitória sobre Anastasia no segundo turno por ampla margem alterou a lógica de coordenação política: o capital pessoal e eleitoral passou a ocupar o espaço antes reservado aos partidos, alianças e estruturas institucionais (Santos e Tanscheit, 2019).

Em 2022, Zema já não era o outsider de 2018. Governador em exercício e candidato à reeleição, ele havia convertido sua vitória eleitoral em recursos institucionais, partidários e de alianças (Fernandes, Chaves e Oliveira, 2024). Venceu novamente no primeiro turno, consolidando-se como uma das principais referências da direita mineira. A eleição mostrou uma transformação importante: a ruptura produzida em 2018 começava a ser institucionalizada. Ao mesmo tempo, a coordenação da direita já não era completamente exclusiva. Carlos Viana (PL) representava formalmente o campo bolsonarista, enquanto Zema também disputava esse eleitorado. Assim, embora Zema tenha reunido em 2022 recursos que estavam ausentes em sua primeira eleição – governo, liderança eleitoral e maior capacidade de articulação partidária e de alianças –, a competição já revelava a existência de diferentes fontes de liderança dentro da direita. O novo polo de coordenação havia se consolidado, mas não reproduzia exatamente o padrão de concentração que caracterizou o período anterior.

Quadro 1: Histórico de eleições ao governo estadual de Minas Gerais, recursos e tipo de coordenação

PeríodoPolo predominanteOnde estão os recursos?Tipo de coordenação
2002Aécio/PSDBRecursos ainda parcialmente com Itamar, mas convergindo para AécioConstrução do polo
2006Aécio/PSDBQuase todos concentrados em AécioConcentração
2010Aécio–Anastasia/PSDBGoverno com Anastasia; liderança e articulação com AécioSucessão coordenada
2014PSDB × PTRecursos distribuídos entre dois polos organizadosCompetição estruturada
2018Zema/NovoZema tem capital eleitoral emergente, mas pouca estrutura; tradicionais têm estrutura, mas perdem eleitoradoRuptura
2022Zema/NovoGoverno + liderança eleitoral + coalizão passam a convergirNovo polo coordenador
2026NenhumRecursos dispersos e fragmentados; várias combinações de recursos. Fragmentação dos recursos

Fonte: Elaboração própria

Aécio Neves já não dispunha da capacidade de liderança e coordenação que, por décadas, fez dele o principal polo da política mineira. Sua trajetória recente expressa não apenas a perda de centralidade eleitoral, mas também o esvaziamento dos recursos que lhe permitiam organizar alianças e ordenar a competição no estado. Esse movimento acompanha a própria derrocada do PSDB, que deixou de ocupar a posição de centro organizador da disputa política mineira, da mesma forma como ocorreu no nível nacional (Silva, 2026). O resultado é um campo mais fragmentado, no qual novos atores disputam o espaço de liderança que antes gravitava em torno dos tucanos. 

Em 2026, ao anunciar sua pré-candidatura à Presidência da República, Romeu Zema deixou o governo nas mãos de seu vice, Mateus Simões (PSD). A situação é qualitativamente diferente das eleições anteriores. O que mudou não foi apenas a existência ou não de líderes fortes. A diferença é a relação entre força eleitoral e capacidade de coordenação. O Quadro 2 mostra que, além de fragmentação, temos cinco combinações diferentes de recursos quando consideramos os cinco candidatos melhores colocados nas pesquisas de intenção de voto. Apenas Cleitinho e Mateus Simões controlam recursos que os outros não acessam, a liderança eleitoral da direita bolsonarista e o controle do governo, respectivamente. 

Quadro 2: Fragmentação de recursos de coordenação entre os principais candidatos ao governo de MG – Eleições 2026

RecursoCleitinhoRepublicanosMateus SimõesPSDAlexandre KalilPDTPatrus AnaniasPTFlávio RoscoePL
Governo✓
Eleitoral✓✓
Estrutura partidária✓✓✓
Capacidade de alianças✓✓✓✓
Liderança eleitoral de direita / bolsonarista✓

Fonte: Elaboração própria

O Quadro 2 evidencia que os recursos de coordenação estão distribuídos entre diferentes candidaturas. Simões controla o governo e dispõe de estrutura partidária e capacidade de articulação, mas não conseguiu convertê-las em liderança eleitoral. Patrus reúne estrutura partidária, apoio presidencial e capacidade de alianças, mas não unificou o campo lulista. Kalil conserva capital eleitoral próprio, mas carece de estrutura partidária equivalente. Roscoe, por sua vez, dispõe da estrutura do PL e de conexão com o bolsonarismo partidário, mas apresenta baixa competitividade eleitoral. A combinação mais reveladora é a de Cleitinho. Ele concentra a liderança eleitoral da direita e forte apoio entre bolsonaristas, mas não controla o governo nem dispõe de estrutura partidária e capacidade de coordenação equivalentes à sua força eleitoral. 

A fragmentação da direita é outro fator que, ao mesmo tempo, é sintoma e causa dos problemas de coordenação. A direita mineira deixou de se organizar em torno de uma liderança predominante e passou a ser atravessada por diferentes centros que passam por Bolsonaro, Zema, Cleitinho, Simões e outras lideranças locais que não necessariamente convergem em torno dos mesmos interesses. Embora a fragmentação da direita no Brasil e a inexistência de um partido capaz de unificá-la não sejam uma particularidade de Minas (Silva, 2026), é sintomático que, depois de oito anos, o governador Romeu Zema não tenha sido capaz de afirmar sua liderança junto a este eleitorado. 

Além disso, parece haver um desencaixe maior entre as eleições nacionais e estaduais em comparação com eleições anteriores, sinalizando que a eleição presidencial deixou de estruturar as alianças e as estratégias das elites políticas nos estados (Silva, 2026). Como consequência, os fatores locais e regionais ganham proeminência sobre a polarização nacional (Couto et al., 2026), tornando a coordenação ainda mais complexa. É bastante provável que esta situação se modifique no segundo turno, com a redução no número de alternativas, mas os fatores estruturais por trás das mudanças na política do estado não devem desaparecer da noite para o dia.

O estabelecimento de um padrão de competição mais estruturado e previsível pode emergir como resultado da operação, no médio e longo prazo, das novas regras eleitorais – cláusula de desempenho, fim das coligações proporcionais, financiamento público – que tendem a produzir redução e reconcentração partidária (Silva, 2026). Este novo padrão, contudo, não precisa tomar a forma de concentração de poder em torno de um ou dois grupos políticos hegemônicos. O fundamental é que ele se construa sobre bases institucionais e partidárias capazes de organizar uma competição democrática plural. A experiência mineira de 2026 deixa claro que a democracia não depende apenas da competição eleitoral, mas também de instituições e atores capazes de organizar essa competição e transformar conflito em negociação. 

Referências

COUTO, Cláudio Gonçalves; ABRUCIO, Fernando Luiz; TEIXEIRA, Marco Antonio Carvalho. O caleidoscópio eleitoral de 2026: eleições congressuais, federalismo e disputa presidencial. Estudos Avançados, v. 40, n. 117, p. 29-49, e40117029, 2026.

FERNANDES, Ciro Campos; CHAVES, Fagner de Rocha; OLIVEIRA, Lucas Amaral de. Do discurso antipolítica a uma retórica de adesão ao establishment: as estratégias de Alexandre Kalil e Romeu Zema nas eleições de 2016 a 2022. Revista Brasileira de Ciência Política, n. 43, e279752, p. 1-38, 2024. https://doi.org/10.1590/0103-3352.2024.43.279752

SANTOS, Fabiano; TANSCHEIT, Talita. Quando velhos atores saem de cena: a ascensão da nova direita política no Brasil. Colombia Internacional, n. 99, p. 151-186, 2019. https://doi.org/10.7440/colombiaint99.2019.06

SILVA, Glauco Peres da. Eleições em tempos de incerteza: a reconfiguração do sistema partidário brasileiro e o papel da disputa de 2026. Estudos Avançados, v. 40, n. 117, p. 7-28, e40117007, 2026.

SPECK, Bruno Wilhelm. Quem estrutura a disputa? Perenidade e poder nos sistemas partidários subnacionais (1982-2024). Estudos Avançados, v. 40, n. 117, p. 105-122, e40117105, 2026.

* Este texto não reflete necessariamente as opiniões do Boletim Lua Nova ou do CEDEC. Gosta do nosso trabalho? Apoie o Boletim Lua Nova!


Fonte imagética: Praça da liberdade, Belo Horizonte, 1935. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Belo_Horizonte,_pra%C3%A7a_da_Liberdade,_1935.png?


  1. Cientista política, professora da Universidade Federal de Juiz de Fora. Pesquisadora do CNPq. Coordenadora do Núcleo de Estudos sobre Política Local (NEPOL). nepol.blog.br ↩︎
  2. Aluno de Bacharelado em Ciências Humanas da Universidade Federal de Juiz de Fora. Bolsista de iniciação científica do Núcleo de Estudos sobre Política Local (NEPOL). ↩︎

Revista Lua Nova nº 120 - 2023

Direitos em Disputa

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