O reino da mesquinhez

Por André Geraldo Berezuk
Enquanto o senhor ou a senhora lê este texto, árvores estão sendo, na maioria delas, derrubadas para nada útil, e florestas milenares estão sendo queimadas para fins muito menos nobres. Ao mesmo tempo em que estas áreas encontram sendo dizimadas, as chuvas vão sendo impactadas em seu regime e as plantações atingidas paulatinamente, ano a ano (não são as plantações high-tech das commodities, são dos campos de onde provêm o seu alimento)

RELIGIÃO E LIBERDADES TRUNCADAS: política externa e direitos humanos refletidos no curioso discurso do chanceler aos formandos do Instituto Rio-Branco

Por J. A. Lindgren-Alves
Foi muito comentado o discurso do ministro das relações exteriores na cerimônia de formatura do Instituto Rio-Branco, em 22 de outubro, pela revolta que causou. As críticas, todas pertinentes diante dos absurdos enunciados, foram provocadas sobretudo pelo abuso do nome escolhido pelos formandos como patrono da turma, João Cabral de Melo Neto, assim como pela interpretação positiva do fato de o Brasil se ter tornado um pária na comunidade internacional.

As Artes que falam do Direito, o Direito que fala das Artes

Por Eduardo C.B. Bittar
A ciência progride pelos caminhos mais imprevistos possíveis. Na obra recém-publicada, intitulada “Semiótica, Direito & Arte: entre Teoria da Justiça e Teoria do Direito”- que conta com os prefácios de François Ost, Antoine Garapon e José M. A. Linhares – me reencontro com o meu próprio percurso acadêmico, iniciado no campo da Semiótica do Direito, considerando-se a relevância que a fronteira de estudos Law and Language assumiu na compreensão interdisciplinar que desenvolvo no campo da Filosofia e Teoria do Direito.

Descolonizar a pesquisa em direito: notas e fronteiras globais

Por Gabriel Antonio Silveira Mantelli

Este texto apresenta algumas reflexões teóricas sobre as possibilidades de descolonização do direito, muitas delas fruto direto da experiência de pesquisa em nível de pós-graduação no campo crítico do direito internacional (MANTELLI, 2019), especificamente na intersecção entre direito e desenvolvimento, estudos pós-coloniais e direito internacional (ver, e.g., RAJAGOPAL, 2003; PAHUJA, 2011; ESLAVA, 2015).

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