Francisco de Oliveira: contundência sem sectarismo

Por Leonardo Octavio Belinelli de Brito
Ontem, dia 10 de julho, faleceu Chico de Oliveira, autor de alguns dos ensaios mais provocantes da história da economia política brasileira. Talvez porque, na sempre lembrada observação de Roberto Schwarz, Chico era um “mestre da dialética” .  É o mesmo Schwarz quem nota que seus ensaios carregavam um misto, tão raro, de contundência sem sectarismo. Como isso é possível?

Primeiro como farsa, depois como tragédia

Por Leonardo Octavio Belinelli de Brito
Uma das formas de pensar os eventos contemporâneos é por meio de paralelismos com eventos anteriores, sobre os quais foram acumulados estoques teóricos-analíticos. Talvez se possa dizer que o exercício é inevitável e caiba acrescentar que não há nada de mal em fazê-lo. Bem ao contrário, ele nos permite evitar a paralisia diante da suposta novidade de todo acontecimento recente.