A Política Imigratória da Administração Trump. Quais bárbaros nos portões?

Por Neusa Maria Pereira Bojikian
A campanha presidencial de Donald Trump amparou-se fortemente na questão imigratória. Em 2015, sem meias palavras, o então candidato republicano associou os imigrantes a criminosos violentos como estupradores e terroristas. Trump imprimiu como sua marca de campanha a promessa de construir um grande muro na fronteira entre Estados Unidos e México, obra a ser supostamente custeada pelo país hispano-americano.  A

Os 30 anos do massacre da Praça da Paz Celestial e o novo ativismo político na China

Por Maurício Santoro
Há 30 anos, ocorreu o massacre da Praça da Paz Celestial em Pequim, no qual o governo da China desmantelou com tanques de guerra o maior movimento de protesto da história contemporânea do país. Os números de mortos são incertos, mas estima-se que tenham sido em torno de 3 mil, seguidos de uma onda de repressão política que encarcerou dezenas de milhares de pessoas.

Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e Universidades em Tempos de Crise: notas sobre a experiência brasileira e estadunidense

Por Karen Fernandez

É com frequência que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) exalta sua admiração e seu amor pelos Estados Unidos, bem como o lugar privilegiado que o país terá, ao longo de seu governo, nas relações com o Brasil[2]. As repetidas frases de exaltação da grande potência, o pressuposto de que ela constitui um modelo a ser seguido e a perspectiva de aprofundamento, sem qualquer ponderação, das relações entre Brasil e Estados Unidos no contexto dos recentes cortes anunciados pelo governo brasileiro, nas áreas de Educação e de Ciência, Tecnologia e Inovação[3], impõem a necessidade de se refletir sobre como os Estados Unidos financiam suas atividades de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), bem como sobre o lugar da ciência e da inovação no seu desenvolvimento.

Trump e a América Latina. Tempos de Doutrina Monroe

Por Luis Fernando Ayerbe
Assim que assume o governo norte-americano em janeiro de 2017, Donald Trump inicia uma ofensiva internacional em que busca distanciar o país do engajamento com aliados e distensão com adversários que pautou a administração de Barack Obama: saída da Parceria Transpacífico de Cooperação Econômica e do acordo de Paris sobre mudança climática, rompimento unilateral do acordo nuclear com Irã, envolvendo os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e a Alemanha, com retomada das sanções ao país, guerra comercial contra a China pela imposição de restrições à importação de produtos.

Tempos de Crise

Por Natália Mello
Durante as eleições presidenciais no Brasil, em 2018, o livro mais vendido pela Amazon brasileira foi “Como as Democracias Morrem” dos norte-americanos Steven Levitsky e Daniel Ziblat. Trata-se de uma obra recém-lançada de dois cientistas políticos da Universidade de Harvard, acostumados ao estudo do declínio e quebra da democracia em diferentes países, mas agora estarrecidos por perceberem que os sinais habituais de corrosão do regime democrático despontavam nos Estados Unidos, um país reconhecido por ter um sistema inteiramente consolidado.

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