Ensaio bibliográfico – O grupo Demodê e algumas de suas contribuições para o debate sobre democracia e desigualdades

Por Rayani Mariano
No momento em que o Brasil e outros países enfrentam a ascensão de presidentes e grupos que buscam retirar direitos de mulheres, negros, LGBTI+, imigrantes e trabalhadores/as, adquire uma relevância ainda maior discutir de que forma o conhecimento e a produção relacionada à democracia e suas desigualdades tem se desenvolvido. Nesse sentido, os trabalhos do Grupo de Pesquisas sobre Democracia e Desigualdades (Demodê) da Universidade de Brasília (UnB), desde 2001, têm contribuído para compreendermos a democracia para além de seus procedimentos formais, e pensarmos como as desigualdades de gênero, raça, classe etc. interferem e dificultam o cumprimento de muitas das promessas liberais.

Resenha de Tese – De Reims a Varennes: as linguagens da autoridade política na França revolucionária

A pesquisa que fundamenta a tese intitulada De Reims a Varennes: As linguagens da autoridade política na França revolucionária toma a distância entre Reims, terra da sagração real, e Varennes, povoado onde Luís XVI e sua família foram flagrados em fuga, como metáfora da erosão da linguagem da autoridade política (notadamente, o direito divino dos reis) e da concorrência entre os discursos de resistência às autoridades tradicionais e os que propuseram uma nova ordem política, com base em fundamentos teóricos e abstratos, na França setecentista (o constitucionalismo, o contratualismo, a eleição nacional, entre outros discursos). A tese apresenta duas contribuições essenciais à teoria política.

Resenha de: CARVALHO, Laura. A valsa brasileira – do boom ao caos econômico. São Paulo: Todavia, 2018.

Por Rômulo Manzatto
O que aconteceu com a economia brasileira? Como passamos do boom econômico do final da década de 2000 para o atual cenário de verdadeiro caos? E mais importante, o que poderia ter sido evitado? Essas são algumas das perguntas que a economista Laura Carvalho procura responder em seu recente Valsa brasileira – do boom ao caos econômico, publicado em 2018 pela Editora Todavia.

Seção Memória – Entrevista Prof. Tullo Vigevani [parte II]

Por Angelo Lira e Leonardo Octavio Belinelli de Brito

Na segunda parte da entrevista concedida pelo professor Tullo Vigevani (Unesp) para a Seção Memória, o entrevistado avalia a recepção e os impactos da Revista Lua Nova, destaca sua importância na reflexão política e analisa as projeções futuras do perfil do periódico. O Prof. Tullo Vigevani é pesquisador do Centro de Estudos de Cultura Contemporânea (CEDEC) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Estudos dos Estados Unidos (INCT-INEU).

Seção Memória – Entrevista Prof. Tullo Vigevani [parte I]

Por Angelo Lira e Leonardo Octavio Belinelli de Brito

Na primeira parte da entrevista concedida pelo professor Tullo Vigevani (Unesp) para a Seção Memória, o entrevistado relembra seus momentos na editoria da Revista Lua Nova, destacando os desafios de financiamento e distribuição da revista, além das transformações no formato do periódico ao longo do tempo. O Prof. Tullo Vigevani é pesquisador do Centro de Estudos de Cultura Contemporânea (CEDEC) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Estudos dos Estados Unidos (INCT-INEU).

Resenha de: KAYSEL, André. Entre a nação e a revolução: marxismo e nacionalismo no Peru e no Brasil (1928-1964). São Paulo: Alameda, 2018.

Por Isabella Meucci
Um dos maiores problemas do marxismo latino-americano é o permanente “desencontro” entre o materialismo histórico e a América Latina. O recente livro de André Kaysel, fruto de sua tese de doutoramento na Universidade de São Paulo (USP), nos fornece pistas para uma melhor compreensão dessa problemática, especialmente ao apresentá-la como pano de fundo de seu objeto central: as relações contraditórias entre o nacionalismo popular e o marxismo de matriz comunista no Peru e no Brasil.

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