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Direita contra direita: o laboratório da polarização afetiva na disputa pelo governo do Paraná

Karolina Roeder1

8 de setembro de 2026

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Dando continuidade ao Especial Eleições 2026, o Boletim Lua Nova volta o olhar para o Paraná, estado que condensou algumas das principais transformações recentes da direita brasileira. O texto analisa a disputa pelo governo estadual como um laboratório dos limites da polarização afetiva e da retórica antissistema em um cenário no qual o PT não aparece como adversário direto. Para conferir os outros textos da série, clique aqui.

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Poucos estados condensam tão bem a trajetória recente da direita brasileira quanto o Paraná. Foi em Curitiba, na 13ª Vara Federal, que a Operação Lava Jato transformou um juiz de comarca em celebridade nacional e converteu o combate à corrupção no eixo organizador do debate público brasileiro. O clima antipetista que a operação alimentou encontrou no estado um terreno fértil. No Paraná, Jair Bolsonaro obteve 68,4% dos votos válidos no segundo turno de 2018 e 62,4% em 2022, na contramão do resultado nacional. Foi no estado que Sergio Moro converteu em mandato de senador o capital acumulado, e onde uma nova direita vinculada a Ratinho Jr. (PSD) construiu uma das hegemonias estaduais mais sólidas do país, reeleita em 2022 com quase 70% dos votos válidos ainda no primeiro turno. O Brasil pode ter dobrado à direita em 2018 (Nicolau, 2020), mas o Paraná já estava lá. 

Pelo estado estar mais à direita do que o resto do país, em 2026 a dinâmica da disputa é diferente da nacional. Enquanto a disputa nacional segue organizada pela polarização entre lulismo e o bolsonarismo, no estado a esquerda não é tão competitiva e o PT abriu mão de candidatura própria. A disputa pelo Palácio Iguaçu opõe duas direitas, com Requião Filho como oposição de centro-esquerda. A primeira é a direita personalista, bolsonarista e lavajatista de Sergio Moro, agora filiado ao PL e líder nas pesquisas. A segunda é a direita da máquina estadual construída por Ratinho Jr., com chapa encabeçada pelo seu sucessor, o deputado Sandro Alex (PSD), e o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB) como vice.

À extrema direita, uma biografia sem partidos e baseada no discurso antissistema, ainda que o próprio candidato tenha feito muita política a partir da Lava Jato, seja atualmente senador e tenha feito parte do governo de Jair Bolsonaro. Já à direita e com um vice que cobre o centro e centro-direita, temos um conjunto de legendas liderado pelo pragmatismo do PSD, alta capilaridade (85% das prefeituras do estado) e um candidato sem uma grande biografia, mas que o vice visa compensar. Neste texto eu argumento que a eleição paranaense funcionará como um laboratório para entender até onde vai a polarização afetiva no Brasil. Se o discurso de Moro contra o PT e o restante da classe política continua rendendo dividendos eleitorais mesmo onde o PT não é adversário direto, ou se uma direita que não faz da antipolítica sua bandeira central conseguirá prevalecer.

Duas direitas em disputa

A eleição paranaense de 2026 expressa uma fragmentação interna à direita, e não um confronto clássico entre situação e oposição com projetos ideológicos opostos. Para compreender essa dinâmica, precisamos qualificar de que direitas estamos falando. A literatura registra a longa fase da “direita envergonhada” do pós-redemocratização. Rodrigues (1987) constatou, ao analisar a autodefinição ideológica dos constituintes, que o Brasil parecia ser um país sem direita, com apenas 6% se autoidentificando como tal. Pierucci (1999) também apontava uma assimetria de autorrepresentação em que a esquerda se assume e se apresenta dessa forma, enquanto os políticos de direita tinham o reflexo de se esconder, na década de 1990. 

Power & Zucco Jr. (2009) confirmam esse padrão com dados de mais de vinte anos de surveys com parlamentares, contrariando a expectativa de que a “direita envergonhada” se dissiparia com o enfraquecimento da memória do regime militar. Os autores sugeriam que a direita, ao invés de abandonar apenas a associação com o autoritarismo, também passou a evitar a identificação com as reformas neoliberais dos anos 1990 e qualquer outra associação que pudesse ser negativa. No entanto, esse movimento não era uniforme no espectro ideológico. A proporção de parlamentares que se autoposicionavam à esquerda de seu próprio partido era maior do que o movimento inverso entre os de esquerda, o que indica que o fenômeno, embora presente naquele momento em toda a classe política, era assimetricamente mais acentuado entre os conservadores.

Quadros & Madeira (2018) ao analisarem discursos em plenário entre 2010 e 2017, identificaram que, nos dados agregados, a mobilização discursiva das identidades “direita” e “conservador” seguia residual, que continuaria envergonhada, exceto por um pequeno grupo. Havia um núcleo pequeno e ideologizado de deputados, vinculados sobretudo às bancadas evangélica e da bala, com carreiras políticas curtas e desvinculados do regime militar, que rompia com o padrão, respondendo por mais da metade de todas as menções às categorias analisadas. Jair Bolsonaro e Marco Feliciano, os dois deputados mais discursivamente ativos daquele período, concentram sozinhos quase um quarto de todas as mobilizações registradas. É essa elite “não envergonhada”, nas palavras dos autores, que passa a testar publicamente os limites do que antes era tabu, e que, poucos anos depois, a eleição de Bolsonaro à presidência a tornaria dominante no campo conservador.

Borges (2024) demonstra que a direita que emerge desse período não é uma continuidade da “velha direita” secular e clientelista de raízes autoritárias, mas de uma reorganização em duas vertentes distintas, ambas reativas aos governos do PT. A primeira é a nova direita evangélica, que politizou a identidade religiosa como clivagem transversal às classes sociais, radicalizando-se sobretudo a partir de decisões do STF em pautas de costumes e culminando no apoio unificado das grandes igrejas a Bolsonaro em 2018, algo inédito até então. A segunda vertente, que o autor chama de “direita antipolítica”, nasceu dos movimentos liberais e anticorrupção mobilizados entre 2014 e 2018, tendo como traço distintivo não o ultraliberalismo econômico (que, segundo os dados de survey analisados pelo autor, não se diferencia estatisticamente do resto do campo conservador), mas sim o caráter populista e anti-establishment. 

A oposição maniqueísta entre uma “elite corrupta” – identificada ao PT e à política tradicional – e um “povo” a ser representado por outsiders sem trajetória partidária prévia. É justamente nessa vertente antipolítica que Borges situa a ascensão de Bolsonaro, cuja variante populista radical se diferencia até mesmo de parceiros como Novo e Podemos pelo vínculo orgânico com as Forças Armadas e pela retórica abertamente iliberal e golpista, o que o autor descreve como uma “zona cinzenta entre o radicalismo de direita e o extremismo” (Borges, 2024, p. 20). Assim, se a “direita envergonhada” buscava justamente apagar suas conexões com o autoritarismo, a nova direita populista radical opera o movimento inverso, glorificando a ditadura e flertando abertamente com a desestabilização institucional, rompendo de forma decisiva com o padrão identificado por Power e Zucco (2009).

A polarização afetiva e por que o Paraná importa para medi-la

A literatura internacional distingue polarização ideológica, entendida como distância entre posições programáticas, de polarização afetiva, que mede o grau de hostilidade, antipatia e desconfiança mútua que eleitores de um campo nutrem pelo campo rival, independentemente de quão distantes estejam suas posições substantivas (Gidron et al., 2019; Reiljan, 2019). No caso brasileiro, essa distinção importa pois apesar da diferença programática entre os projetos políticos de PT e de seus adversários ser real, sobretudo quanto ao papel do Estado no bem-estar social, essa diferença não se traduz em um eleitorado dividido por posições ideológicas coerentes. Samuels e Zucco (2018) mostram que a maior parte do eleitorado não organiza suas preferências em um espectro esquerda-direita consistente. A polarização brasileira opera menos pela distância entre projetos de país e mais pela identificação afetiva com lideranças e pela rejeição mútua entre seus apoiadores. 

Essa dinâmica, segundo os autores, tem uma assimetria estrutural diferente de sistemas com ao menos duas identidades partidárias fortes e simétricas. No Brasil apenas o PT conseguiu cultivar um apego partidário massivo, tanto positivo quanto negativo, desde a redemocratização. O comportamento eleitoral aqui foi estruturado muito mais pelo sentimento a favor ou contra esse único partido do que pela adesão a qualquer um dos outros. E o antipetismo não é um efeito recente de conjuntura, crise econômica ou escândalos de corrupção específicos. Os autores mostram que sua presença no eleitorado é ampla e relativamente constante desde os anos 1990, inclusive em períodos de bom desempenho econômico do governo petista, o que sugere que essa identidade negativa antecede e independe da adesão programática a qualquer projeto de direita (Samuels & Zucco, 2018).

É nesse ponto que a disputa paranaense de 2026 oferece um caso especialmente propício para a análise empírica do fenômeno. Nesse caso, o antipetismo deveria, em tese, perder força explicativa, já que o PT nem sequer lançou candidato ao governo do estado. Resta saber se a gramática da antipolítica sobrevive como identidade autônoma, capaz de mobilizar o eleitorado mesmo sem seu adversário histórico no tabuleiro. Se a campanha de Moro, ainda assim, seguir organizada em torno da oposição entre “nós” (o povo, o combate à corrupção, o antissistema) e “eles” (a política tradicional, agora encarnada não pelo PT, mas pela máquina do PSD de Ratinho Jr.), pode sugerir que a polarização afetiva brasileira já não depende exclusivamente do PT como alvo. Ela teria migrado de um antipetismo para uma gramática antissistema mais genérica, capaz de recrutar novos adversários conforme a conjuntura local exige. A pergunta não é apenas quem vence o pleito, mas se a arquitetura afetiva que elegeu Bolsonaro nacionalmente consegue operar sem o inimigo em questão.

Os candidatos ao Palácio Iguaçu

A trajetória de Moro nasceu como expressão da direita antipolítica, com capital construído na magistratura e não na carreira partidária. Mas o Moro de 2026 depende do PL, da base evangélica e da aliança com Flávio Bolsonaro, filho do mesmo Jair Bolsonaro que o nomeou ministro da Justiça em 2019 e que, após sua saída do governo em 2020 sob acusação de interferência na Polícia Federal, passou a atacá-lo publicamente. O outsider hoje precisa de partido para vencer, e precisa também administrar a contradição entre a bandeira anticorrupção que sustenta sua candidatura e os desdobramentos do caso Master que rondam seu principal aliado. 

Do outro lado, mas no mesmo campo, Ratinho Jr. representa uma direita diferente tanto de Moro quanto da direita evangélica que Borges descreve. Trata-se de uma direita mais pragmática, legitimada pela gestão, que evita a guerra cultural como eixo de mobilização, mas sem abrir mão de um projeto econômico tão ideológico quanto de seu concorrente. Ainda que aqui exista o partido, a legitimação é personalista, de tal maneira que Ratinho Jr. aparece tanto ou mais que o candidato Sandro Alex, mesmo não sendo candidato a nada. E isso explica tanto a solidez eleitoral de Ratinho Jr. quanto seu dilema sucessório. A estrutura pode ser herdada, mas o capital político que sustenta sua liderança, não, é pessoal. 

A escolha de Sandro Alex veio tarde, só em abril, depois que o primeiro cotado de Ratinho Jr. caiu em uma investigação de fraude em licitação. A demora e a descoordenação lhe custaram aliados. Alexandre Curi migrou para o Republicanos ao perceber que não seria escolhido, e Rafael Greca foi para o MDB. Nos quarenta e cinco do segundo tempo, ele se juntou à chapa de Sandro Alex, sendo seu vice. Sozinhos, eles dificilmente chegariam a um segundo turno, já que disputariam o mesmo eleitor e dividiram os votos. Juntos, estão próximos do segundo colocado na corrida, Requião Filho. Além disso, Greca empresta reconhecimento próprio, construído desde a década de 1980, e ajuda a capturar um eleitorado mais concentrado em Curitiba, nos segmentos de maior escolaridade e mais moderado. Além do eleitor de direita, Greca tem também aderência ao eleitor de esquerda não lulista, como mostram os dados da Quaest de julho, antes das convenções2.

Do lado oposto do espectro, a coordenação foi mais ágil. O PT renunciou à candidatura própria ao governo do Paraná pela primeira vez desde a redemocratização e se uniu, com a Federação Brasil da Esperança, PSOL e Rede, em torno de Requião Filho. Com financiamento quase que exclusivamente público, a decisão evita dispersar recursos e votos num campo minoritário e que a derrota era dada como certa. Estamos vendo aqui mais um efeito da cláusula de desempenho aprovada em 2017. 

Voltando a Moro, sua candidatura não abandona a gramática da polarização mesmo na ausência do PT como adversário, ela apenas realoca o alvo. A oposição entre “nós” e “eles” descrita acima se mantém como estratégia central, com a máquina do PSD de Ratinho Jr. ocupando agora o lugar de “elite” a ser combatida. É uma escolha racional do ponto de vista eleitoral, já que o capital de Moro é de causa e não de programa e trajetória política, herdado da Lava Jato e não de uma legenda específica. E por isso só se sustenta enquanto reencena o confronto moral que o consagrou. Sem esse embate, a coerência da própria candidatura fica em xeque. Mas essa escolha tem um custo. Uma campanha construída sobre autoridade moral e rejeição às práticas convencionais da política reduz os incentivos à negociação, justamente o que sustenta a governabilidade num sistema multipartidário como o brasileiro. Se eleito nesses termos, o desafio de Moro deixa de ser vencer a eleição e passa a ser governar sem o inimigo que legitimou sua candidatura. 

Resta a dimensão menos discutida da disputa, que é a governabilidade. Um eventual governo Moro nasceria estruturalmente minoritário, já que PL e Novo não devem fazer mais que um quarto das cadeiras na ALEP. Sem maioria construída por negociação, distribuição de cargos e coordenação partidária, governos entram em rota de atrito com o Legislativo, como demonstra a literatura e o precedente do último governador a administrar o Palácio Iguaçu sem maioria na Assembleia, Roberto Requião, entre 2007 e 2010, cujo mandato foi marcado por conflitos constantes com os deputados estaduais. Para governar, o candidato da antipolítica teria de praticar exatamente aquilo que sua biografia pública recusa e que seus interlocutores dizem faltar-lhe, a negociação. 

Mas antes de chegar a esse dilema, Moro precisaria se eleger, e os próprios dados das pesquisas sugerem que a gramática que sustenta sua candidatura pode ter um custo também eleitoral para ele. Primeiro porque há ainda muitos indecisos, mais de 70% do eleitorado em agosto3. Ou seja, a disputa está em aberto, não há nada definido, e aquele eleitor militante, que é a minoria, já deve estar com ele. Segundo, mais da metade do eleitorado que declarou voto em Moro na pesquisa estimulada, diz que sua escolha ainda pode mudar. Terceiro, a maioria do eleitorado deseja que o próximo governador seja independente, nem aliado de Lula nem de Bolsonaro. A estratégia mais inteligente seria não se vincular ao clã Bolsonaro. Por fim, há um gap de gênero na intenção de voto em Moro, com os homens apoiando-o em maior proporção do que as mulheres – padrão semelhante ao que se verifica com Bolsonaro em nível nacional, cujo voto é predominantemente masculino desde 2018 (Nicolau, 2026). No caso paranaense, esse desequilíbrio se reflete no comportamento inverso das eleitoras: a intenção de voto feminina concentra-se, em maior medida, em Requião Filho e entre os indecisos.

A questão de saber se e como as transformações demográficas do eleitorado paranaense, sobretudo a feminização, funcionam como freio à direita personalista e polarizadora será tratada com mais profundidade em um próximo texto desta série.

Conclusão: o laboratório outra vez

O que o Paraná já responde é a pergunta que abriu este texto: a gramática antissistema de Moro sobrevive à ausência do PT, mas não da mesma forma. Ela segue funcionando o bastante para mantê-lo na liderança, mesmo sem PT e sem uma estrutura partidária própria à altura da máquina do PSD. Mas os próprios números da liderança, com indecisos em excesso, voto que ainda pode mudar e resistência maior entre mulheres, sugerem que essa polarização é menos sólida do que parece à primeira vista. Talvez o que o caso paranaense mostre não seja duas direitas plenamente polarizadas entre si, mas uma direita barulhenta testando se sua fórmula vencedora nacional se sustenta sozinha, sem o adversário que a fez existir.

O Paraná foi o palco onde a antipolítica venceu em 2018. Em 2026, o teste é outro: saber se essa mesma gramática funciona sem o PT como adversário e diante de um eleitorado que mudou desde então. A dianteira de Sergio Moro nas pesquisas existe, mas repousa sobre capital herdado da Lava Jato e sobre a falha de coordenação sucessória do governismo, não sobre organização própria – e as primeiras séries de pesquisas mostram que esse capital, sem lastro partidário e com adesão desigual entre os segmentos que mais crescem no eleitorado, já perde força antes mesmo de a campanha avançar. Do outro lado, a maior máquina política do estado ainda tenta provar que a popularidade de um governador pode ser transferida a um sucessor, algo que a história do Paraná nas últimas décadas contraria com frequência. Vale lembrar, porém, que o elevado contingente de indecisos, ainda mais de um terço do eleitorado em agosto, torna qualquer leitura dessas tendências provisória, e a disputa segue amplamente aberta.

Entre uma biografia sem partido e um partido sem biografia, o eleitorado paranaense, mais feminino, mais velho e mais escolarizado do que aquele que votou em peso na Lava Jato em 2018, dará sua resposta em outubro. Essa resposta importa além das fronteiras do estado. Por estar descolada da polarização nacional entre lulismo e bolsonarismo, a disputa paranaense isola variáveis que em outros contextos se confundem, permitindo observar separadamente os limites do bolsonarismo, da retórica antissistema e os efeitos das mudanças no perfil do eleitorado sobre o desempenho das direitas. Foi também no Paraná, sede da Lava Jato, que uma das vertentes da nova direita brasileira surgiu. A disputa de 2026 vai indicar se a gramática que a elegeu se sustenta sem o adversário que a constituiu e diante de um eleitorado diferente daquele que a elegeu da primeira vez, ou se a máquina do estado e dos partidos, e a capacidade de falar a um eleitorado mais feminino e mais escolarizado, voltam a pesar na decisão do voto.

* Este texto não reflete necessariamente as opiniões do Boletim Lua Nova ou do CEDEC. Gosta do nosso trabalho? Apoie o Boletim Lua Nova! 4

Referências bibliográficas

Borges, A. (2024). As duas faces da nova direita brasileira: antipolítica e reação conservadora. Opinião Pública, 30, 1–27.

Gidron, N., Adams, J., & Horne, W. (2019). Toward a comparative research agenda on affective polarization in mass publics. APSA | Comparative Politics.

NICOLAU, Jairo. O Brasil dobrou à direita: uma radiografia da eleição de Bolsonaro em 2018. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.

Nicolau, J. (2026). O país dividido. Duas décadas de eleições presidenciais no Brasil (2002-2022). Companhia das Letras.

Pierucci, A. F. (1999). Ciladas da diferença. Editora 34.

Power, T. J., & Zucco Jr., C. (2009). Estimating Ideology of Brazilian Legislative Parties, 1990–2005. Latin American Research Review, 44(1), 218–246.

Quadros, M. P. dos R., & Madeira, R. M. (2018). Fim da direita envergonhada? Atuação da bancada evangélica e da bancada da bala e os caminhos da representação do conservadorismo no Brasil. In Opinião Pública (Vol. 24, Issue 3). https://doi.org/10.1590/1807-01912018243486

Reiljan, A. (2019). ‘Fear and loathing across party lines’ ( also ) in Europe: Affective polarisation. 1–21. https://doi.org/10.1111/1475-6765.12351

Rodrigues, L. M. (1987). Quem é quem na Constituinte: uma análise sócio-política dos partidos e deputados. OESP-Maltese.

Samuels, D. J., & Zucco, C. (2018). Partisans, Antipartisans, and Nonpartisans. Voting behavior in Brazil. Cambridge University Press.

  1. Cientista política, doutora em Ciência Política pela UFPR, professora de Ciência Política na Uninter, pesquisadora vinculada ao INCT ReDem (UFPR) e ao MAPE (IESP/UERJ). Pesquisa financiamento e gênero nos partidos políticos e eleições. Email: karolinamattosroeder@gmail.com ↩︎
  2. Veja a página 24 do relatório: https://quaest.com.br/wp-content/uploads/2026/07/GENIALQUAESTPARANAJUL26.pdf ↩︎
  3. https://quaest.com.br/wp-content/uploads/2026/08/QUAEST1PR2408.pdf ↩︎
  4. Referência Imagética: Wikimedia Commons. Palácio Iguaçu. 23 ago. 2008. Fotografia de Augusto Ferreira. Disponível aqui. Acesso em: 23 ago. 2026. ↩︎

Revista Lua Nova nº 120 - 2023

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