E o Pós-Brasil?
Por Rafael R. Ioris e Antonio A. R. Ioris
Muito se pode dizer sobre o furacão covid-19, menos que seja uma crise inesperada. No passado recente tivemos H1N1, SARS, gripes sazonais, outras tantas doenças e pandemias. Mas, ao que parece, embora muitas, tiveram pouca influência sobre a condução da saúde pública ao redor do mundo, imersa no receituário individualista neoliberal ao longo das últimas décadas. De fato, a tendência no Brasil e em outros países seriamente afetados pelo coronavírus,
Acabou, Bolsonaro
Por Bernardo Ricupero
No dia 16 de março, um dia depois de Bolsonaro confraternizar com seus apoiadores numa manifestação contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente foi surpreendido pela observação: “acabou, Bolsonaro”.
O papel do SUS em contexto de crise
Por André Reynaldo Santos Périssé
O Brasil possui o maior sistema público de saúde do mundo, o Sistema Único de Saúde (SUS), excepcional em cobertura para países com mais de 100 milhões de habitantes. Definido no primeiro princípio da Lei Orgânica da Saúde 80 (de 19 de setembro de 1990), que regulamenta seu funcionamento no território nacional, o caráter universal do SUS garante que todos os mais de 200 milhões de habitantes do país tenham acesso garantido aos diversos níveis do atendimento.
Da epidemia como metáfora da corrupção à corrupção da política contra a epidemia
Por Andrei Koerner e Flávia Schilling
Muito além das metáforas, lidamos agora com uma pandemia real, que desvela como nunca os mundos desiguais e injustos que habitamos. Deixa a nu, como jamais antes, que o objetivo do grupo alçado ao poder em 2016, o de “destruir tudo isso que está ai”, passou pela destruição e precarização do Sistema Único de Saúde (SUS), do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), do sistema de Ciência e Tecnologia (C&T). Ou seja, de todos os instrumentos potentes de políticas públicas de proteção, duramente construídos nos últimos trinta anos.
Resenha de: ABRANCHES, Sérgio. Presidencialismo de coalizão: raízes e evolução do modelo político brasileiro. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.
Por Raul Wesley Leal Bonfim
Em 1988, o cientista político Sérgio Abranches, no artigo intitulado “Presidencialismo de Coalizão: O Dilema Institucional Brasileiro (1988)”, publicado na revista Dados, formulou pela primeira vez o termo “presidencialismo de coalizão” para caracterizar o desenho institucional do sistema político brasileiro. A principal peculiaridade desse modelo, que combinava sistema proporcional, multipartidarismo e presidencialismo, estaria na organização do Executivo com base em grandes coalizões.
Cursos CEDEC – AVISO
Em resposta às novas demandas impostas pela pandemia causada pelo Covid-19, a Comissão Organizadora dos Cursos Livres do CEDEC 2020 decidiu cancelar a participação presencial nos seus cursos até o mês de Junho – com a possibilidade de extensão deste prazo. Para dar sequência a este projeto trabalhamos, agora, com a possibilidade de ofertarmos os cursos online.
A VISÃO DO GOVERNO BOLSONARO SOBRE AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA: SOMOS UM FARDO PARA O PAÍS?
Por Márcio Augusto Scherma
No momento em que a candidatura de Jair Bolsonaro foi lançada, um receio generalizado tomou conta de órgãos e pessoas comprometidos com a promoção dos direitos humanos (DH) no Brasil. O histórico de declarações do candidato nesse tema sustentava concretamente este receio.
A educação brasileira e o racismo autoritário
Por Alexandre Filordi
Todo racismo é autoritário. A sociedade que trafega normalmente sob o racismo estrutural, dia após dia, não prescinde do hábito de suas estruturas autoritárias. Aceitar um desses aspectos é ser conivente com o outro.
ENTRADA E SAÍDA PELA DIREITA: o filtro migratório no governo de Jair Bolsonaro
Por José Lindomar Coelho Albuquerque e Por Maria Florencia Salmuni
O primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) acentuou o processo de controle migratório, filtro ideológico e criminalização dos imigrantes, sobretudo de países periféricos, em detrimento das políticas de abertura e garantia de direitos humanos.
Resenha de: ARUZZA, Cintia; BHATTACHARYA, Tithi; FRASER, Nancy. Feminismo para os 99% – um manifesto. São Paulo: Boitempo, 2019.
Por Barbara Cristina Soares Santos
Em 8 de março de 2019, foi lançado em oito países o livro Feminismo para os 99% – um manifesto, escrito conjuntamente pelas teóricas Cinzia Arruzza, Tithi Bhattacharya e Nancy Fraser. A versão brasileira foi publicada com capa vermelha e um interior de letras e margens roxas, mostrando já nas cores a proposta principal do projeto: um feminismo radicalizado de caráter anticapitalista em resposta ao feminismo liberal que dialoga com o atual sistema neoliberal.