“ESCUDO DE ABRAÃO”: As Relações Especiais EUA-ISRAEL no Redesenho das Alianças no Oriente Médio

Por Isabela Agostinelli e Shajar Goldwaser. No dia 26 de junho de 2025, Tel Aviv amanheceu com um outdoor com a seguinte mensagem: “A ‘Aliança de Abraão’: é tempo para um novo Oriente Médio”. Na imagem, Donald Trump aparece centralizado e, ao seu redor, estão figuras como o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu; o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman; e até mesmo Abu Mohammad al-Julani, também conhecido como Ahmed al-Sharaa, novo chefe de Estado da Síria, após a queda de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024. Líder do Hay’at Tahrir al-Sham (HTS), al-Julani chegou a ser considerado terrorista e procurado pelos Estados Unidos em 2017.
24 de fevereiro de 2022: O retorno da guerra em grande escala

Trata-se de uma conferência online com Serge Yosypenko, do Instituto de Filosofia da Academia de Ciências de Kiev e professor de filosofia na Universidade de Lausanne, na Suíça. Essa conferência está sendo organizada principalmente pelos professores Felipe Freller e Eunice Ostrensky, associados do Cedec e colegas de outras áreas e instituições que estão construindo a iniciativa de um Núcleo de Estudos da Ucrânia (NEU), o qual se propõe a estreitar os laços com a comunidade acadêmica ucraniana, cujas vozes têm sido raramente ouvidas no debate mundial sobre a Guerra da Ucrânia. A conferência online do Prof. Yosypenko no Cedec foi pensada como parte dessa iniciativa de estreitamento do diálogo com a comunidade acadêmica ucraniana, a fim de ampliar as vozes e perspectivas que são escutadas sobre a guerra em curso.
Dívida e endividamento: o novo normal das famílias brasileiras

Por Lena Lavinas e Maria Paula Beltran. Este é o primeiro texto de uma série de três. O artigo abaixo descreve como o comprometimento da renda com dívidas se transformou na rotina das famílias brasileiras. O segundo artigo vai abordar o papel do Governo Federal para aprofundamento deste ambíguo processo, em que políticas públicas paradoxais reforçam o rentismo e a desigualdade. Por fim, o último artigo da série vai apresentar possibilidades e alternativas.
Lei Magnitsky é usada de forma equivocada

Por Paulo Borba Casella e Paulo Sérgio Pinheiro. O Boletim Lua Nova republica o artigo de Paulo Borba Casella e Paulo Sérgio Pinheiro, originalmente publicado em O Globo no dia 20 de agosto de 2025. Agradecemos aos autores pela generosidade em autorizar a reprodução do texto e por compartilharem uma reflexão indispensável para compreender os desafios atuais da democracia brasileira.
O Silêncio Cúmplice

Por Paulo Sérgio Pinheiro. Não há ‘crise humanitária’ em Gaza, há genocídio industrializado. E cada país que mantém laços com Israel é cúmplice dessa máquina de morte
O Projeto do CAAF-Unifesp, as Vítimas do Estado e a Vala de Perus. Entrevista com Edson Teles, Joana Barros e Alana Moraes (CAAF/Unifesp)

Por Ronaldo Tadeu de Souza. Em setembro de 2014, impulsionado pela insistência de familiares de desaparecidos políticos e por um compromisso firmado durante a Comissão Nacional da Verdade, nascia o Centro de Antropologia e Arqueologia Forense da Universidade Federal de São Paulo (CAAF/Unifesp). Nos últimos anos, o CAAF consolidou-se como uma experiência singular de produção de provas em graves violações de direitos humanos, articulando ciência forense, pesquisa acadêmica e ativismo social.
JUSTLA: Repensar a justiça no século XXI a partir da América Latina

Por Nunzio Alì e Luigi Caranti. À luz das mudanças socioeconômicas, políticas e tecnológicas que ocorreram desde o final do século passado, torna-se evidente, não apenas para os estudiosos, mas também para a opinião pública, que a esperança de que a democracia liberal continue a se expandir através de novas “ondas de democratização” é mal colocada, enquanto os fatores que enfraquecem as democracias liberais permanecerem intocados. É nossa crença que a análise desses fatores falhará sistematicamente a menos que uma suposição, até agora tomada como garantida pelo paradigma dominante, seja abandonada. Ou seja, que a teoria liberal é uma imagem perfeita de justiça e que o problema reside apenas na implementação e/ou na falta de atenção de uma opinião política teimosa e surda.
Embargos, Punições Coletivas e Terror: A população civil como refém

Por Osnan Silva de Souza. Em mais um episódio da campanha para articular ataques às instituições brasileiras e à própria soberania nacional, Eduardo Bolsonaro expressou-se da seguinte maneira: “Não. Presidente Donald Trump não jogou uma bomba nuclear no Brasil — ainda”. Em termos semelhantes, posicionou-se o seu irmão, Flávio Bolsonaro, alertando para que o país se curvasse perante as chantagens norte-americanas e da família Bolsonaro:
Da Caridade à Política: A Igreja e a Formação das ONGs no Brasil

Por Fernando Lima Neto. A história da assistência social no Brasil não pode ser contada sem considerar a presença histórica da Igreja Católica. Desde a colonização, instituições ligadas à fé cristã — como asilos, hospitais, irmandades e confrarias — ocuparam o papel de protagonistas na ajuda aos pobres e doentes. Esse protagonismo, no entanto, foi sendo tensionado ao longo dos séculos com a progressiva entrada do Estado e, mais recentemente, da sociedade civil organizada. Esse processo, que chamo de “laicização religiosa da assistência social”, revela como valores cristãos continuaram orientando ações seculares — muitas vezes desvinculadas institucionalmente da Igreja — em nome da justiça social.
Violência Racial e Reparação

Por Camila Bernardo de Moura e Murilo Cesar Ançolim Nazareth. O evento ocorreu em 27 de novembro de 2024, no auditório Nicolau Sevcenko (Prédio de História e Geografia, FFLCH/USP), e contou com a presença da professora Carla Osmo (UNIFESP), do doutorando Matheus Almeida, do Departamento de Antropologia da USP, e de Dona Zilda Maria, ativista. O trio, que integra o Movimento Mães de Osasco e Barueri, discutiu a violência racial cometida por agentes do Estado e o que pode — ou deveria — ser reconhecido como reparação.