A relevância da América Latina na administração Trump: discurso e realidade

Por Luis Fernando Ayerbe
No ensaio intervencionista trumpiano, contrapontos entre discurso e realidade demarcam os alcances das relações com a América Latina. Retóricas inflamadas em tons de Guerra Fria pretendem erigir inimigos e ameaças, sem a correspondente disposição de recursos para o exercício da política externa, que se pretende compensar com a convocação de aliados dispostos a assumir os custos de incerto protagonismo.

Diplomacia Mickey Mouse: a obsessão de Bolsonaro pelo governo Trump

Por Roberto Goulart Menezes
Para quem acompanha os temas de política externa do País, os seis primeiros meses do governo de Jair Bolsonaro parecem reduzi-los ao seu relacionamento com os Estados Unidos. A obsessão do presidente brasileiro com Washington parece não encontrar paralelo na história recente do País.

Para entender a América de Trump: a História da “Outra América”

Por Roberto Moll
Nos longínquos anos 1960, Michael Harrington (1928 – 1989) publicou um livro crucial para entender a América de Donald Trump e, talvez, o Brasil de Jair Bolsonaro. Pouco conhecido por aqui, Harrington foi um ativista político socialista e professor de Ciência Política no Queens College da City University (CUNY), onde em sua homenagem está o The Michael Harrington Center for Democratic Values and Social Change.

A Política Imigratória da Administração Trump. Quais bárbaros nos portões?

Por Neusa Maria Pereira Bojikian
A campanha presidencial de Donald Trump amparou-se fortemente na questão imigratória. Em 2015, sem meias palavras, o então candidato republicano associou os imigrantes a criminosos violentos como estupradores e terroristas. Trump imprimiu como sua marca de campanha a promessa de construir um grande muro na fronteira entre Estados Unidos e México, obra a ser supostamente custeada pelo país hispano-americano. 

Tempos de Crise

Por Natália Mello
Durante as eleições presidenciais no Brasil, em 2018, o livro mais vendido pela Amazon brasileira foi “Como as Democracias Morrem” dos norte-americanos Steven Levitsky e Daniel Ziblat. Trata-se de uma obra recém-lançada de dois cientistas políticos da Universidade de Harvard, acostumados ao estudo do declínio e quebra da democracia em diferentes países, mas agora estarrecidos por perceberem que os sinais habituais de corrosão do regime democrático despontavam nos Estados Unidos, um país reconhecido por ter um sistema inteiramente consolidado.