A instrumentalização da arte na Grande Estratégia dos Estados no século XXI

Por Igor Serejo Vale Arcos. A evolução dos estudos sobre Grande Estratégia ao longo dos séculos XX e XXI revela uma combinação de dinâmicas e elementos novos e tradicionais. Um dos primeiros autores a cunhar o termo “Grande Estratégia” foi Liddell Hart, em 1954, em sua obra “Strategy”. Embora não tenha desenvolvido uma teorização sistemática acerca do conceito, apresentou diversos elementos basilares, ao distinguir Grande Estratégia de conceitos como estratégia e tática.
GRANDE ESTRATÉGIA E POTÊNCIAS MÉDIAS: Um estudo sobre o conceito “potências regionais”

Por Ana Maria de Assunção Barros e Cristina Carvalho Pacheco. Como a literatura define o conceito de potências regionais (PR)? Após a Guerra Fria, o ressurgimento de uma nova onda de regionalismo estimulou fortemente o debate sobre a nova ordem mundial (Hurrell, A., 1995). Nesse contexto, surgiram definições mais complexas sobre potências regionais, baseadas em termos como poder e região (Nolte, D., 2010). No campo das relações internacionais, poder e região são conceitos complexos e que não possuem uma definição bem delimitada. Da mesma forma, a noção de potência regional, derivada desses termos, também não é de fácil categorização. Tampouco é possível delimitar suas características. Assim, o objetivo deste artigo consiste em tomar como ponto de partida as definições tradicionais de poder e região nas RI, com base em teóricos liberais e realistas, para mapear o debate acerca do conceito de PR.
Grande Estratégia e Potências Médias no Pós Guerra Fria: Um estudo exploratório sobre o Brasil

Famoso nas linhas traçadas por “X”, pseudônimo de George F. Kennan, em artigo publicado na revista Foreign Affairs, de 1947, que apresentou a “contenção”, a mais bem sucedida grande estratégia adotada, no caso, pelos EUA contra a URSS, o conceito de Grande Estratégia (GE) é uma categoria tradicionalmente aplicada às Grandes Potências (Kennedy, 1991; Posen, Ross, 1997; Taliaferro et all, 2013; Brands, 2014; Martel, 2015; Milevski, 2016; Silove, 2017; Gaddis, 2018; Lissner, 2018). A razão para não se considerar que potências menores desenvolvem grande estratégia inclui a falta de condições de implementar seus objetivos de longo prazo, a dependência destes países na segurança fornecida pelas grandes potências e a natureza das alianças estabelecidas entre ambas.