A instrumentalização da arte na Grande Estratégia dos Estados no século XXI

Por Igor Serejo Vale Arcos. A evolução dos estudos sobre Grande Estratégia ao longo dos séculos XX e XXI revela uma combinação de dinâmicas e elementos novos e tradicionais. Um dos primeiros autores a cunhar o termo “Grande Estratégia” foi Liddell Hart, em 1954, em sua obra “Strategy”. Embora não tenha desenvolvido uma teorização sistemática acerca do conceito, apresentou diversos elementos basilares, ao distinguir Grande Estratégia de conceitos como estratégia e tática.
Grande Estratégia e Potências Médias no Pós Guerra Fria: Um estudo exploratório sobre o Brasil

Famoso nas linhas traçadas por “X”, pseudônimo de George F. Kennan, em artigo publicado na revista Foreign Affairs, de 1947, que apresentou a “contenção”, a mais bem sucedida grande estratégia adotada, no caso, pelos EUA contra a URSS, o conceito de Grande Estratégia (GE) é uma categoria tradicionalmente aplicada às Grandes Potências (Kennedy, 1991; Posen, Ross, 1997; Taliaferro et all, 2013; Brands, 2014; Martel, 2015; Milevski, 2016; Silove, 2017; Gaddis, 2018; Lissner, 2018). A razão para não se considerar que potências menores desenvolvem grande estratégia inclui a falta de condições de implementar seus objetivos de longo prazo, a dependência destes países na segurança fornecida pelas grandes potências e a natureza das alianças estabelecidas entre ambas.