Desafiando o vazio e a (des)construção do espaço da mulher na política

Por Anelize Ribeiro e Mariele Troiano. “Às vezes eu penso, pô (sic), ser delegado de polícia é muito mais fácil. Porque o ladrão você pega e prende, entendeu? Ele quer trocar tiro, você mata ele, tá (sic) tudo certo. Aqui não. Aqui a gente tem que conviver com essa espécie imoral e tratar com respeito, né? É bem difícil, bem desagradável. Parece que tem uma vaga do PL, né? Então… Agora nós somos membros da Comissão de Cultura. Vai ser muito bom. Vocês vão viver mais por aqui. A vida da Jandira vai ficar menos agradável tendo que conviver com o Paulo Bilynskyj”. Essa fala do deputado Paulo Bilynsky (PL/SP) aconteceu no âmbito da Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados, na quarta-feira, 21 de maio, referindo a também deputada Jandira Feghali (PCdoB/RJ), que não estava presente no momento do pronunciamento (Longo, 2025). Essa cena tem se tornado rotineira no cenário político, promovendo um impacto deletério na participação feminina em ambientes deliberativos, independente do posto ocupado.