Violações de Estado e colonialidade: operações policiais no Brasil contemporâneo como expedientes punitivos

Por Kátia Silene Souza de Brito, Gessica da Silva e Camila Bernardo de Moura. A letra Quadro Torto, do rapper Ba Kimbuta, utilizada em epígrafe, é um manifesto que retrata o cotidiano, a realidade e as lutas de um homem negro da periferia brasileira a partir de uma perspectiva diaspórica. Essa música abriu a mesa-redonda “Violações de Estado e colonialidade: operações policiais no Brasil contemporâneo como expedientes punitivos”. O evento ocorreu em 28 de novembro de 2024, na Sala Alfredo Bosi, auditório do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP), das 14h às 15h30, e contou com a participação de Marcelo Ferraro (professor de História Contemporânea na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – Unirio), Katiara Oliveira (Kilombagem; Rede de Proteção e Resistência contra o Genocídio) e Jaqueline Cipriany (Rede de Proteção e Resistência contra o Genocídio).

“Eu Sou Môfí”: programas policialescos versus a luta por reconhecimento da juventude negra na Paraíba

Por Hermana Oliveira. Este texto deriva de um conjunto de reflexões reunidas em dois principais trabalhos acadêmicos elaborados entre os anos de 2014 e 2018, sendo o último, a dissertação de mestrado intitulada ““Eu sou môfí”: juventude periférica, indústria cultural e luta por reconhecimento”. A partir do exercício permanente de etnografia urbana acerca dos intitulados rolezinhos foi possível discutir processos que engendram artefatos da modernidade com marcadores sociais da diferença.