A Guerra ao terror Chega ao Crime Brasileiro

Por Leonardo David. A decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras marca uma inflexão relevante na forma como Washington interpreta o crime organizado brasileiro. A gravidade dessas facções não está em disputa. PCC e CV controlam economias ilícitas, estruturam redes transnacionais de tráfico, operam dentro e fora do sistema prisional, exercem formas de governança criminal sobre territórios e desafiam o monopólio legítimo do uso da força do Estado brasileiro.
A Luta contra o Terrorismo: os Estados Unidos e os amigos talibãs

Por Reginaldo Nasser. O século XXI se iniciou, efetivamente, com dois novos tipos de conflitos armados: os atentados terroristas do dia 11 de setembro e a Guerra Global contra o Terrorismo. Na verdade, não se pode dizer que a “guerra contra o terrorismo” é uma guerra dentro dos padrões históricos e conceituais. Não há nenhum inimigo a conquistar, nenhuma terra a capturar, nenhuma maneira de saber quando a guerra foi ganha ou não, ou muito menos se haverá ou não uma negociação ou um acordo de paz que colocará fim no conflito.