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50 anos do golpe militar na Argentina: o que ainda move o interesse pelo tema?

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Ana Carolina Balbino1

26 de março de 2026

No último 24 de março, completaram-se  50 anos do golpe que colocou a Argentina sob comando de uma das mais sangrentas ditaduras da América Latina. O país, acostumado a um histórico de intervenções militares e violência política, viveu nos seis anos seguintes um script de terror. Para reprimir os “subversivos” – terminologia ampla na qual eram enquadrados aqueles que a ditadura classificou como inimigos –, as Juntas Militares comandaram aquilo que chamaram de “guerra suja”, utilizando-se de sequestros, centros clandestinos de detenção, torturas, desaparecimentos e roubo de bebês. Afora as vítimas internas do sistema repressivo, milhares de argentinos foram para o exílio para salvar as próprias vidas e de seus familiares, criando comunidades que se espalharam pelo mundo.

Enquanto os militares ainda estavam no poder, familiares de vítimas que buscavam informações sobre seus parentes desaparecidos tornaram-se a principal oposição interna à ditadura, mobilizando-se para denunciar os crimes cometidos pelo Estado. Paralelamente a isso, exilados manifestavam-se exigindo apoio internacional para derrotar a ditadura que assombrava a Argentina.

Após inúmeros problemas internos, uma intensa crise econômica e a derrota na Guerra das Malvinas (1982), os militares deixaram o poder confiando em uma estratégia de transição pactuada, baseada no silêncio e na anistia, que acabou frustrada. Pressionado por familiares de vítimas e ativistas de direitos humanos, o presidente eleito Raúl Alfonsín (1983-1989) propôs ao congresso a inconstitucionalidade da Ley de Pacificación Nacional (chamada de autoanistia), e assinou os decretos 157/83 e 158/832, pelos quais ordenou a persecução penal contra os líderes das organizações guerrilheiras Montoneros e ERP3, que haviam atuado na Argentina nos anos 1960-1970, e contra os chefes das três primeiras Juntas Militares que governaram o país ao longo da ditadura4.

Os estudos historiográficos sobre a ditadura argentina, a repressão política e as estratégias de justiça buscadas no país são bastante consolidados em espanhol, e há alguns anos geraram interesse no Brasil, criando uma importante bibliografia em português sobre o tema, destacando-se os trabalhos de Balbino (2022), Tolentino (2012) e Sanjurjo (2013), além das traduções das obras essenciais de Novaro e Palermo (2007) e de Emílio Crenzel (2020). Contudo, ainda há muitas perguntas a se fazer sobre esse período da história argentina e latino-americana.

Mas por que falar da ditadura argentina ainda é importante quando parece que o país conseguiu dar andamento a uma política de justiça, verdade e memória? Essa é umas das mais importantes questões que persegue aqueles que continuam pesquisando o regime militar argentino, e ainda que sua resposta não seja simples, ela pode ser resumida em quatro grandes aspectos, que enumero a seguir.

Primeiramente, compreender a formação dos Estados autoritários, seus mecanismos de ação e suas consequências sobre a sociedade em que atuaram é parte fundamental do papel das Ciências Humanas. E o passar dos anos nos permite, muitas vezes, ter mais clareza sobre a atuação político-social dessas ditaduras, uma vez que novas fontes históricas são reveladas, além de abrir espaço para questões que não podiam ser formuladas enquanto os militares estavam no poder, ou mesmo quando a democracia tentava equilibrar-se diante das ameaças dos apoiadores das Forças Armadas.

Ao analisarmos os discursos que permitiram a ascensão e manutenção de regimes repressivos, podemos encontrar os gatilhos sociais, econômicos e culturais que não apenas criaram falsas justificativas que legitimaram essas ações, mas que continuaram, ao longo do tempo, criando padrões socioculturais que buscam tornar aceitável utilizar a violência como linguagem política e de imposição de vontades.

As ditaduras militares latino-americanas, que dominaram boa parte do subcontinente no século XX, não nasceram da ânsia violenta de um pequeno grupo das Forças Armadas, mas foram uma resposta de grupos privilegiados às reivindicações de mudanças que as camadas populares faziam na região. Dessa forma, esses regimes autoritários surgiram da aliança entre grupos internos, que mantinham o poder político-econômico, e agentes externos, que buscavam manter a submissão da América Latina aos interesses do capitalismo internacional.

Na Argentina, a construção de um “inimigo” nacional, considerado subversivo, começou anos antes do golpe, conforme nos mostra Franco (2012), e encontrou em parte da sociedade um lugar cativo, que permitiu aos militares, aliados a empresários, religiosos e políticos tradicionais, afirmar a necessidade da ação violenta do Estado como única forma de combate possível.

A compreensão de como esses discursos foram construídos não se dá rapidamente, uma vez que se embrenham a outras questões aparentemente alheias, como a necessidade de desenvolvimento econômico, de mudança estrutural na educação ou de manutenção de sistemas culturais. Contudo, é fundamental entendermos seu funcionamento, uma vez que essas questões não desaparecem com a simples mudança de líderes políticos.

Aqui entramos em um segundo aspecto para a continuidade dos estudos sobre as ditaduras latino-americanas, em específico a argentina: um regime repressor não termina quando acaba.

Explico-me: o impacto social gerado por um governo repressivo é imenso, não se limita apenas às questões políticas, não afeta somente as vítimas e seus familiares diretos e cria estruturas que podem durar por muitos anos. Dessa forma, a simples mudança dos líderes que comandam o país ou a reinstalação da democracia – ainda que sejam passos absolutamente necessários – não significam que o legado deixado pela repressão está encerrado.

Em artigo publicado em 2010, Santiago Cueto Rúa tratou dos debates em torno da fundação da organização H.I.J.O.S. (Filhos e Filhas pela Identidade e a Justiça, contra o Esquecimento e o Silêncio), que reuniu filhos de vítimas da ditadura, e trouxe à tona os impactos da repressão sobre uma geração adolescente, que havia vivenciado a repressão de forma tangencial, mas que fora impactada diretamente por ela. Para além das reivindicações por justiça e contra as políticas de esquecimento, o que aqueles jovens tentavam demonstrar é que a feroz repressão podia ter-se encerrado com o final da ditadura, mas suas consequências continuavam presentes na sociedade argentina, e não podiam ser simplesmente ignoradas.

Recentemente, a Revista Piauí publicou o artigo Laços Ocultos. O acerto de contas dos filhos com os pais torturadores (2026), que abordou aspectos da formação de um grupo surgido na Argentina em 2017 que retomava o alerta sobre a necessidade de manter viva a memória da ditadura, mostrando que seus impactos vão muito além daqueles que sofreram com a repressão. Histórias Desobedientes uniu filhos de repressores que, após conhecerem o legado sinistro das ações de seus pais, passaram a atuar permanentemente em prol da manutenção das políticas de justiça na Argentina. Para eles, essa luta mostra não apenas o rompimento com a herança violenta que lhes havia sido deixada, mas como a ação conjunta da sociedade é a única forma possível de alerta contra novos discursos autoritários.

A formação desses grupos anos após o fim da ditadura vem ao encontro da ideia sugerida por grandes pesquisadores/as sobre o tema, como Emilio Crenzel (2020) e Daniel Feierstein (2007), que afirmam que a repressão não recaiu unicamente sobre aqueles afetados pelas prisões, desaparecimentos, torturas e/ou exílio, mas sobre toda a sociedade argentina, já que o objetivo final dos militares era reorganizar as relações sociais existentes. Portanto, ao continuarmos a estudar essa ditadura, também estamos nos debruçando sobre  estruturas que buscaram criar um modelo social que, em alguns pontos, saiu vencedor.

Contudo, não é apenas o legado violento que a ditadura deixou. Foi também desse regime que surgiram importantes grupos de atuação nacional e internacional em prol dos Direitos Humanos, e que colocaram a Argentina no centro do debate político e jurídico sobre o tema desde meados dos anos 1980. Esse configura nosso terceiro motivo para continuar olhando para a ditadura daquele país.

Sem dúvidas, ao levar os chefes das Juntas Militares ao banco dos réus, em 1985, a Argentina quebrou com um padrão de impunidade que dominava a maioria das transições políticas no século XX, conforme analisou Kathryn Sikkink (2013). O impacto dessa ação, ainda que limitada – só foram julgados os líderes das Juntas, com poucos casos apresentados em juízo, o uso de uma tipologia criminal limitada e com acompanhamento midiático regulado pelo Estado – serviu para unir a maior parte da sociedade em torno da necessidade de punição contra aqueles que cometeram crimes tão atrozes. O recente filme Argentina, 1985 (2022), sucesso de crítica e bilheteria, ajudou a reavivar a memória desse momento, visto como um dos grandes fatos da transição política no país do Cone Sul.

Contudo, nos anos seguintes, a Argentina passou por idas e vindas nessa política judicial, com o decreto das chamadas Leis de Perdão – Ponto Final (1986) e Obediência Devida (1987) – além de indultos aos militares presos no Julgamento de 1985. Em 1996, a abertura de uma causa penal na Espanha contra os repressores argentinos, utilizando a ideia de justiça universal, ajudou a impulsionar as ações das organizações de Direitos Humanos que reivindicavam a retomada das ações penais, o que foi possível em 2003, no governo de Néstor Kirchner, que decretou a nulidade das Leis de Perdão, incorporou a Convenção sobre a Imprescritibilidade dos Crimes de Guerra e dos Crimes contra a Humanidade à Constituição argentina, além de deflagrar uma série de políticas de memórias.

Analisar as diferentes ações dos poderes políticos e jurídicos é fundamental para entender como a construção de determinados discursos é capaz de levar adiante ou refluir importantes políticas de redemocratização. Ademais, mostram que a ação judicial momentânea, ainda que fundamental, não pode ser vista como uma vitória definitiva, já que o jogo político se mantém ativo mesmo passados anos dos primeiros movimentos.

Ademais, a reconciliação de uma sociedade fraturada não passa pelo esquecimento do passado difícil, mas por seu enfrentamento direto. Ao manter vivo o interesse pelo tema, a História não atua apenas em seu papel de compreensão das ações humanas, mas atua também para fazer justiça àqueles que não podem se manifestar, seja por terem sido vítimas da repressão, seja por não encontrarem uma sociedade disposta a ouvi-los.

Falar da ditadura é, principalmente, falar de pessoas que desapareceram, que sobreviveram, que se exilaram, que atuaram para derrubar ou manter esse regime. Aproximar esses estudos das trajetórias daqueles que tiveram suas vidas atravessadas pela violência do Estado é um dos papeis principais do pesquisador, pois permite compreender como a repressão afetou toda a sociedade. Ao fim, são as pessoas que interessam, e fazendo jus à sua luta, deve-se continuar estudando e repercutindo sobre temas difíceis, mesmo estando em outro país, o que leva ao quarto ponto.

A ditadura instaurada na Argentina em 1976 se coloca dentro de um momento específico da América Latina, e cujas ações refletiram-se para além das fronteiras nacionais, seja quando consideramos a repressão, seja quando olhamos para as redemocratizações.

Quando os militares argentinos deram o golpe, Paraguai, Brasil, Bolívia, Chile, Uruguai, Peru, Guatemala, entre outros países, já experimentavam ditaduras cívico-militares. Assim, essa não é apenas uma história nacional, mas de toda a América Latina. Ainda que a Argentina tenha sofrido com uma das mais violentas repressões, os mecanismos de convencimento, ação e justificativa utilizados naquele país estão em sincronia direta com o que ocorreu no restante do subcontinente.

Para além das ações conjuntas de repressão feitas por esses regimes, como a famosa Operação Condor, essas ditaduras também assumiram discursos econômicos e sociais parecidos, implementando ideias neoliberais, incentivando um capitalismo predatório e enfatizando uma homogeneização cultural que, ao final, servia para perpetuar a exclusão social de parte importante de suas populações.

Ao analisarmos um regime repressivo com um olhar “estrangeiro”, podemos abrir novas fronteiras de debates, o que é um incentivo enorme a pesquisadores brasileiros, por exemplo. Se a distância física dificulta, muitas vezes, o acesso à bibliografia e à documentação, ela abre a possibilidade de novas perguntas que, por questões socioculturais, talvez não sejam feitas pelos pesquisadores no próprio país.

Por outro lado, ao compreendermos os debates que se dão na Argentina sobre memória, verdade e justiça – lema das organizações de Direitos Humanos que atuam no país -, conseguimos visualizar melhor aspectos do que se passou em tantas outras regiões latino-americanas. Dessa forma, esses estudos ganham um caráter transnacional que é muito bem-vindo à historiografia, e que nos permitem entender melhor as relações entre esses sistemas políticos.

Por fim, e não menos importante, é fundamental manter os estudos sobre as ditaduras latino-americanas porque as forças que originaram esses regimes não despareceram, e continuam atuando fortemente, ainda que nem sempre utilizando da violência política.

Muitos que acompanharam a força dos organismos de Direitos Humanos argentinos e o desenrolar dos processos penais contra os militares no país se perguntaram como políticos como Maurício Macri e Javier Milei puderam sair vitoriosos em seus pleitos eleitorais. E ainda que a resposta a essa pergunta seja complexa e passe por diversos fatores, ela não pode fugir dos legados desse passado recente.

Elizabeth Jelin nos alertou, em 2002, que esse é um passado que parecia “não querer passar” (2002, p. 1), enquanto Groppo e Flier (2001) trataram da impossibilidade de esquecer esse tema. As ações das ditaduras, seja no campo repressivo, seja na defesa de visões econômicas e socioculturais são parte intrínseca das sociedades latino-americanas atuais. Ademais, o crescimento de discursos autoritários, que louvam os regimes repressivos do passado e enfatizam a necessidade de acabar com as políticas de memória, tornam imprescindível o papel daqueles que se predispõem a falar sobre o passado, mostrando suas consequências e reafirmando o compromisso com uma sociedade democrática e plural.

* Este texto não reflete necessariamente as opiniões do Boletim Lua Nova ou do CEDEC. Gosta do nosso trabalho? Apoie o Boletim Lua Nova!

BIBLIOGRAFIA

BALBINO, Ana Carolina e TOLENTINO, Marcos. “Tudo era melhor na época das ditaduras? O ensino de história da América e as ditaduras civis-militares do Cone Sul latino-americano” in FREITAS NETO, José Alves; FERNANDES, Luiz Estevam e MINELLI, Ívia (orgs). Construindo Américas. Temas e perspectivas sobre o ensino de História das América no Brasil. SP: Paco Editorial, 2025 (ebook)

CRENZEL, Emilio. A Memória dos Desaparecimentos na Argentina. A História Política do Nunca Más. SP: Letra e Voz, 2020.

FEIERSTEIN, Daniel. El genocidio como práctica social. Entre el nazismo y la experiencia argentina. Buenos Aires, Fondo de Cultura Económica, 2007

FRANCO, Marina. Un enemigo para la nación. Orden interno, violencia y “subversión”, 1973-1976. Buenos Aires: Fondo de Cultura Económica, 2012

GROPPO, Bruno e FLIER, Patricia (compiladores). La imposibilidad del olvido. Recorridos de la memoria en Argentina, Chile y Uruguay. La Plata: Ediciones Al Margen, 2001.

JELIN, Elizabeth. Los trabajos de la memoria. Madrid: Siglo XXI de España S.A., 2002

NOVARO, Marcos e PALERMO, Vicente. A Ditadura Militar Argentina, 1976-1983: Do golpe de Estado à Restauração Democrática. SP: Edusp, 2007

RÚA, Santiago Cueto. “El surgimiento de la agrupación HIJOS-La Plata. La discusión por quiénes son las víctimas del terrorismo de Estado”. Sociohistórica, La Plata, n. 27, 2010, pp. 137-163

SANJURJO, Liliana Lopes. Sangue, identidade e verdade: memórias sobre o passado ditatorial na Argentina. Campinas, SP: [s.n.], 2013

SIKKINK, Kathryn La cascada de la justicia. Cómo los juicios de lesa humanidad están cambiando el mundo de la política. Buenos Aires: Gedisa Editorial, 2013

TARRIO, Carolina. “Laços Ocultos. O acerto de contas dos filhos com os pais torturadores.” in Revista Piauí, ed. 232, jan/2026, pp. 20-25

TOLENTINO, Marcos Oliveira Amorim. O 16 DE SETEMBRO SOB A ÓTICA DA DIPBA – DIRECCIÓN DE INTELIGENCIA DE LA POLICÍA DE LA PROVINCIA DE BUENOS AIRES (1990-1996). Dissertação de mestrado. Campinas, SP: [s.n.], 2012.

  1. Doutora em História pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), é professora do ensino básico e pesquisadora no Centro de Estudos Americanos da Unicamp (CEAMP). Autora do livro No exílio, por justiça. Os exilados e o processo penal contra os militares argentinos na Espanha (1996-1998), lançado pela editora Intermeios em 2023, e coautora do livro Construindo Américas. Temas e perspectivas sobre o ensino de História das Américas no Brasil, ebook gratuito lançado em 2025, tem pesquisas sobre ditaduras latino-americanas, exílio e justiça de transição. ↩︎
  2. Link para acesso aos decretos editados no governo Alfonsín: https://share.google/Sp6fCnDadXRk65TEC, acessado em 08/03/2026 ↩︎
  3. O Ejército Revolucionario del Pueblo (ERP) era o braço armado do Partido Revolucionario de los Trabajadores, de tendência marxista, e promoveu ações armadas na Argentina entre 1960 e final dos anos 1970. Os Montoneros eram um grupo de esquerda peronista que começou com de guerrilha na década de 1970. A maioria dos participantes desses grupos foi desaparecida pela ditadura, e os poucos sobreviventes acabaram por exilar-se. Em 1983, o decreto 157 determinou o indiciamento de  Mario Eduardo Firmenich (Montoneros), Fernando Vaca Narvaja (Montoneros), Rodolfo Gabriel Galimberti (Montoneros), Roberto Cirilo Perdia (Montoneros), Hector Pedro Pardo (Montoneros), Enrique Gorriaran Merlo (ERP) e Ricardo Obregón Cano (Montoneros), acusados de homicídio, associação ilícita, instigação pública para cometer delitos, apologia ao crime e outros atentados contra a ordem pública. De todos os indiciados, apenas Obregón Cano se encontrava na Argentina, por já ter retornado do exílio. ↩︎
  4. Foram levados a julgamento na Argentina: Jorge Rafael Videla, Emílio Eduardo Massera, Roberto Eduardo Viola, Armando Lambruchini, Orlando Ramón Agosti, Omar Graffigna, Leopoldo Galtiei, Jorge Anaya  e Basilio Lami Dozo, acusados de assassinatos, privação ilegal de liberdade e torturas. A base de provas veio da investigação da Comissão Nacional sobre a Desaparição de Pessoas (CONADEP). Dos 8.961 casos levantados pela Comissão, o promotor Jorge Strassera apresentou 709 no julgamento, mas o tribunal somente aceitou 280. Videla e Massera foram condenados à prisão perpétua, e Viola, Lambruschini e Agosti a penas de prisão que variaram de 4 a 17 anos. Os demais foram inocentados. ↩︎

Revista Lua Nova nº 120 - 2023

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