Essa gente, de Chico Buarque

Por Leonardo Octavio Belinelli de Brito
À primeira vista, Essa gente, sexto romance de Chico Buarque, parece ser uma novela escrita em forma de diário pelo protagonista, o escritor Manuel Duarte, no qual são anotadas relatos e mensagens enviadas e recebidas entre dezembro de 2016 e setembro de 2019. Porém, não se trata apenas disso, pois o livro contém passagens em que outros personagens são autores dos trechos.

Sobre “As políticas de abate social no Brasil contemporâneo”, reflexões com Amélia Cohn no Cedec

Por Raissa Wihby Ventura
Com a palavra, o atual mandatário da República brasileira. ” Os caras vão morrer na rua igual barata, pô. E tem que ser assim”[2]; “Ideologia de gênero é coisa do capeta”[3]; “Sou o capitão motosserra”[4]; “Todo mundo gostaria de passar a tarde com um príncipe. Principalmente vocês, mulheres”[5]; “Quilombola não serve nem para procriar”[6].

Estudantes e docentes negras/os nas instituições de ensino superior: em busca da diversidade étnico-racial nos espaços de formação acadêmica no Brasil

Por Flavia Rios e Luiz Mello
A história das Ações Afirmativas no Brasil nos mostra que o enfrentamento das severas e persistentes desigualdades raciais só se tornou viável na medida em que o país passou a produzir e divulgar dados institucionais sobre cor de forma transparente, periódica e sistemática.

Resenha de: FRASER, Nancy; ARUZZA, Cinzia; BHATTACHARYA, Tithi. Feminismo para os 99%. Um Manifesto. São Paulo: Boitempo, 2019.

Por Yara Frateschi
Escrito a seis mãos, Feminismo para os 99%. Um Manifesto foi publicado no dia 08 de março de 2019 simultaneamente em mais de vinte idiomas e em países como Estados Unidos, Brasil, Itália, França, Espanha, Inglaterra, Argentina, Suécia, Turquia, Hungria, entre outros. Coisa rara no mercado editorial mundial, mais rara ainda – inédita, efetivamente – para um manifesto feminista e que entra em campo assumindo-se abertamente anticapitalista.

A crítica de Habermas na compreensão da judicialização da política brasileira

Por André Augusto Salvador Bezerra
A instabilidade institucional pela qual o país atravessa aponta os efeitos perversos, para a democracia e para a mobilização social que dela decorre, da utilização do Judiciário como instrumento de repressão política.  São simbólicas as condenações contra candidatos a mandatos eletivos, proferidas no decorrer da chamada Operação Lava Jato por um juiz federal que veio a se tornar ministro da Justiça de governo adversário de alguns dos condenados.

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