Contra o público

Por Diogo Tourino de Sousa
A tragédia brasileira foi retratada com primor pelo ensaio de Kléber Mendonça Filho, O som ao redor (2012). No drama, um bairro de classe média da zona sul da cidade do Recife tem sua rotina alterada com a chegada de uma milícia de rua, que oferece segurança aos moradores em troca de remuneração.

Para entender a América de Trump: a História da “Outra América”

Por Roberto Moll
Nos longínquos anos 1960, Michael Harrington (1928 – 1989) publicou um livro crucial para entender a América de Donald Trump e, talvez, o Brasil de Jair Bolsonaro. Pouco conhecido por aqui, Harrington foi um ativista político socialista e professor de Ciência Política no Queens College da City University (CUNY), onde em sua homenagem está o The Michael Harrington Center for Democratic Values and Social Change.

Teratologia jurídica, complô e golpe contra a democracia brasileira

Por Andrei Koerner e
Sebastião Velasco e Cruz
O artigo reproduzido parcialmente abaixo foi escrito há dois meses para ser publicado na imprensa francesa, mas permaneceu inédito. Não procuramos explicar as razões pelas quais a imprensa internacional deu tão pouco espaço para as denúncias de que o impeachment da Presidenta Dilma Rousseff (PT) é um golpe contra a democracia no Brasil.

Mentiras gravadas no mármore e verdades perdidas para sempre

Por Glenda Mezarobba
Em 2010, buscando cumprir o dever do Estado brasileiro de revelar a verdade, a Presidência da República criou um grupo de trabalho para elaborar anteprojeto de lei[3] com o objetivo de instituir um órgão de investigação da história de graves violações de direitos humanos ocorridas durante a ditadura militar (1964-1985). Integrado por representantes da Casa Civil e dos Ministérios da Justiça, Defesa e da Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH), pelo presidente da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) e por um representante da sociedade civil, o grupo atuou durante três meses na redação daquela que viria a se tornar, no final de 2011, a Lei 12.528[4]

Francisco de Oliveira: contundência sem sectarismo

Por Leonardo Octavio Belinelli de Brito
Ontem, dia 10 de julho, faleceu Chico de Oliveira, autor de alguns dos ensaios mais provocantes da história da economia política brasileira. Talvez porque, na sempre lembrada observação de Roberto Schwarz, Chico era um “mestre da dialética” .  É o mesmo Schwarz quem nota que seus ensaios carregavam um misto, tão raro, de contundência sem sectarismo. Como isso é possível?

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