Estado narciso, nomes clandestinos: processos de contração democrática no governo Bolsonaro

Por Lara Martim Rodrigues Selis
“Isso tudo é maneira de dividir a sociedade. Não devemos ter classes especiais, por questão de cor de pele, por questão de opção sexual, por região, seja lá o que for. Nós somos todos iguais perante a lei. Somos um só povo”[2]. Nessa declaração, dada por Jair Bolsonaro em 2018, quando ainda era candidato à presidência, vemos ganhar corpo uma estratégia discursiva que, em menos de um ano, tornaria-se uma das tônicas de seu governo. Por meio dela, ataques sistemáticos são direcionados contra as posições de diferença, eliminadas sob justificativa de unidade. A falsa simetria justifica a transformação dos marcadores de diferença em ameaças sociais, então contrapostas a um nome único, a nação.

Os antepassados verde-amarelos de Bolsonaro

Por Por Bernardo Ricupero
Em 2016 fomos surpreendidos quando multidões vestidas de verde e amarelo ocuparam as ruas das cidades brasileiras para defenderem o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Bradavam palavras de ordem, como: “nossa bandeira jamais será vermelha”; “o gigante acordou”; “quero meu país de volta”.

De onde teria emergido essa massa que, de maneira aparentemente inédita, não tinha vergonha de defender teses de direita?

Essa gente, de Chico Buarque

Por Leonardo Octavio Belinelli de Brito
À primeira vista, Essa gente, sexto romance de Chico Buarque, parece ser uma novela escrita em forma de diário pelo protagonista, o escritor Manuel Duarte, no qual são anotadas relatos e mensagens enviadas e recebidas entre dezembro de 2016 e setembro de 2019. Porém, não se trata apenas disso, pois o livro contém passagens em que outros personagens são autores dos trechos.

Estudantes e docentes negras/os nas instituições de ensino superior: em busca da diversidade étnico-racial nos espaços de formação acadêmica no Brasil

Por Flavia Rios e Luiz Mello
A história das Ações Afirmativas no Brasil nos mostra que o enfrentamento das severas e persistentes desigualdades raciais só se tornou viável na medida em que o país passou a produzir e divulgar dados institucionais sobre cor de forma transparente, periódica e sistemática.

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