Rodrigo Amaral1
29 de abril de 2026
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O Boletim Lua Nova publica a seguir um texto de divulgação do artigo “Beyond Interventionism: A theory of International intrusions as a mechanism of hegemonic action”, de Rodrigo Duarte Amaral, publicado no número 125 da revista Lua Nova.
Agradecemos ao autor pela generosidade em compartilhar conosco esta reflexão, que oferece uma contribuição importante para os debates sobre hegemonia, poder internacional e formas contemporâneas de intervenção na política global.
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Em 2026, os Estados Unidos executaram diversas operações intervencionistas no exterior. Entre elas, destacam-se o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro, os bombardeios e assassinatos de lideranças iranianas desde fevereiro, no contexto da escalada militar contra o Irã, e operações militares no Mar do Caribe como parte da agenda de combate ao crime organizado. Esses processos mais diretos são usualmente classificados nas Relações Internacionais como intervenções.
No entanto, tais dinâmicas não são homogêneas: apresentam diferentes níveis de intensidade e mobilizam distintas ferramentas de guerra, coerção e inteligência para a consecução de objetivos políticos. No caso do Irã, por exemplo, os ataques envolveram ações coordenadas de larga escala com vistas à desestabilização, inclusive patrocínio de curdos no norte do país, sanções, entre outros mecanismos com o objetivo de instigar mudança de regime.
De imediato, além das formas diretas de intervenção, outros mecanismos também são acionados para afetar adversários internacionais. Entre eles, destacam-se dispositivos econômicos, como sanções e tarifas elevadas, e formas indiretas de engajamento, como o financiamento de guerras por procuração, a exemplo do apoio à Ucrânia no conflito contra a Rússia.
Dessa forma, os instrumentos de poder empregados são diversos e correspondem a diferentes graus de intensidade, variando entre coerção econômica, operações encobertas, apoio indireto e uso direto da força militar. Todos esses mecanismos se articulam na tentativa de assegurar a consolidação de objetivos hegemônicos no sistema internacional.
Para além do intervencionismo…
De maneira geral, costuma-se denominar como “intervenção” qualquer processo no qual um ator político internacional afeta outro contra a sua vontade. Na linguagem das Relações Internacionais, tanto na academia quanto em instituições internacionais, centros de pesquisa e na mídia, o termo é comumente associado a ações, frequentemente de natureza militar, nas quais um Estado “adentra” o espaço de outro com o objetivo de alterar ou garantir a ordem política local.
Para além do ato físico de entrada militar em outro território soberano, existem outras formas pelas quais um ator político pode afetar outro. Por exemplo, os Estados Unidos recorrem com frequência à imposição de sanções contra seus adversários — como Rússia, Irã e Venezuela —, as quais produzem impactos diretos sobre suas dinâmicas políticas e econômicas. Da mesma forma, utilizam operações de inteligência, frequentemente de caráter encoberto, para interferir nos assuntos internos de outros atores internacionais.
Esses processos, no entanto, geralmente não são descritos como “intervenções”. Diante disso, surge uma questão central: como devemos defini-los? Ainda se tratam de formas de intervenção ou seria mais adequado desenvolver novas categorias analíticas capazes de apreender essas práticas?
É precisamente essa problemática que meu artigo recentemente publicado na revista Lua Nova, número 125, busca investigar e responder.
Como digo no início do artigo:
“Poucos atores políticos escaparam de serem afetados por outros com maior capacidade, e, em geral, aqueles que não o foram tendem a ser justamente os perpetradores. No caso dos Estados Unidos, por exemplo, o país evitou intervenções externas desde sua independência, em 1783; contudo, seu passado colonial foi marcado pela influência britânica durante seu processo de formação. (…) Poder-se-ia supor que os ingleses teriam evitado esse tipo de processo em razão de seu sucesso em empreendimentos imperiais a partir do século XVI. No entanto, mesmo eles foram subjugados em 1066 por Guilherme, o Conquistador, Duque da Normandia, estabelecido no norte da França”.
A literatura de Relações Internacionais reúne uma ampla variedade de autores, vinculados a diferentes marcos teóricos, que se dedicaram ao estudo conceitual das intervenções internacionais como mecanismos de poder como HedleyBull, MarthaFinnemore, Fred Halliday, Stuart Mill, Hans Morgenthau, NicolasOnuf, JamesRosenau, Michael Walzer, Jennifer Welsh,Martin Wight, entre outros.Em geral, essas abordagens dialogam com temas como o direito internacional, a moralidade e as dinâmicas de poder na política mundial. No entanto,carecem de uma categorização mais precisa dos diferentes métodos de intrusão que afetam unidades políticas exógenas, bem como de discussões mais sistemáticas sobre os atores sociais envolvidos nesses processos.
Na prática, os Estados não atuam externamente apenas por meio de intervenções militares. Eles também influenciam decisões, interferem em processos políticos internos, aplicam sanções econômicas, financiam grupos locais ou mobilizam elites. Ainda assim, grande parte dessas ações acaba sendo colocada sob o mesmo rótulo genérico de “intervenção”, o que empobrece a análise.
Para enfrentar esse problema, o artigo propõe uma mudança conceitual: em vez de falar apenas em “intervenção”, devemos pensar em intrusões internacionais.
A teoria das intrusões internacionais
A ideia inspirada nas reflexões de Lyons e Mastanduno (1995) e Tardelli (2013) é relevante. As ações de um ator sobre outro podem ser organizadas em um continuum de intensidade:
- Influência, mais difusa e cotidiana, quase inerente ao próprio funcionamento do sistema internacional, mas que exige uma atividade de convencimento ao incentivar o ator exógeno a se comportar de determinada maneira;
- Interferência, quando há uma atuação mais direta nos assuntos internos de outro país, ainda que sem uso aberto da força;
- Intervenção, a forma mais intensa, geralmente associada ao uso de coerção e presença direta, impositiva.
Essas três dimensões não são categorias isoladas. Elas fazem parte de um mesmo fenômeno: diferentes formas pelas quais atores internacionais tentam manter ou transformar ordens políticas em outros espaços. Mas como entender melhor essa variação de intensidade?
O artigo recorre a uma metáfora pouco usual nas Relações Internacionais, mas fundamental para consolidar nosso argumento: o lançamento oblíquo da Física. Imagine um objeto de mesmo peso lançado de um ponto A até um ponto B. Dependendo do ângulo, ele percorre trajetórias diferentes. Algumas mais curtas, outras mais longas, exigindo mais força para atingir o mesmo destino.
Transposta para a política internacional, a imagem ajuda a visualizar que diferentes formas de intrusão correspondem a diferentes “trajetórias”. Na metáfora, os pontos A e B representam os atores políticos que afetam e são afetados, respectivamente. O peso do objeto lançado é constante, representando o objetivo definido pelo Ator A para influenciar o Ator B — seja para alterar (negativo) ou manter (positivo) a situação na outra unidade política. A trajetória é a ação intrusiva propriamente dita (o A afetando o B categorizados em intervenção, interferência e intrusão) cuja intensidade é maior quanto mais distante da angulação 45º; quanto mais intensa a ação, mais recursos (políticos, econômicos, militares) precisam ser mobilizados.

Representação da figura 3 do artigo, traduzido para o português
Mas há um ponto crucial. Mais intensidade não significa necessariamente mais eficácia.Em muitos casos, formas menos visíveis de atuação, como influência ou interferência, podem produzir resultados mais duradouros do que intervenções diretas e custosas. Isso ocorre porque os resultados das intrusões dependem não apenas da força empregada, mas também de fatores sociais, políticos e históricos do contexto em que ocorrem.
Essa perspectiva desloca o debate. Em vez de perguntar apenas se houve ou não intervenção, passamos a investigar: qual foi o grau de intrusão envolvido; quais mecanismos foram utilizados; e quais atores sociais, especialmente elites locais, foram mobilizados nesse processo.
No fundo, trata-se de enxergar a política internacional como um campo contínuo de disputas, no qual diferentes formas de poder operam simultaneamente. Ao refinar o conceito de intervenção, a teoria das intrusões permite entender com mais precisão como a hegemonia se exerce não apenas pela força, mas também por meios mais sutis, e muitas vezes mais eficazes.
As intrusões, tal como definidas no texto, são impulsionadas por determinações materiais orientadas a objetivos políticos e econômicos, sendo sua natureza moldada pelo contexto em que ocorrem. Em seguida, examina os atores sociais afetados e sua agência a partir de uma perspectiva neo-gramsciana, destacando como determinadas classes sociais são mobilizadas para a consecução de objetivos hegemônicos.
Se o modelo das intrusões ajuda a entender como os Estados atuam, variando entre influência, interferência e intervenção, ainda resta uma questão fundamental: quem, na prática, faz essas ações acontecerem?
Os atores sociais envolvidos nos processos de intrusão
A resposta proposta pelo artigo desloca o olhar para dentro das sociedades. As intrusões internacionais não operam no vazio, nem se realizam apenas no plano abstrato das relações entre Estados. Elas dependem de atores sociais concretos. E, entre esses atores, as elites ocupam um papel decisivo.
A partir de uma leitura neo-gramsciana, o argumento é que a ação hegemônica se sustenta na combinação entre coerção e consenso. Por um lado, há a imposição.Mais visível, associada a formas intensas de intrusão. Por outro, há a incorporação de atores locais, por meio de mecanismos de persuasão, cooptação e articulação política. É nesse segundo movimento que as elites se tornam centrais, funcionando como mediadoras entre o externo e o interno.
Partimos da concepção de InderjeetParmar (2018), segundo a qual os Estados Unidos mantêm sua primazia no sistema internacional por meio de uma combinação entre coerção e incorporação de elites estrangeiras como forma de gestão da ordem global. No entanto, mais do que uma característica pontual da política externa norte-americana, o que o artigo sugere é que esse mecanismo pode ser compreendido como um padrão recorrente de comportamento. Ao observar diferentes contextos históricos, nota-se a repetição dessa lógica: a articulação entre formas mais intensas de intrusão como intervenções militares e estratégias mais sutis de cooptação, apoio ou reorganização de elites locais. Essa recorrência permite interpretar a atuação hegemônica não como uma resposta circunstancial a crises específicas, mas como uma prática estruturada e reiterada ao longo do tempo, voltada à manutenção ou transformação de ordens políticas em escala internacional.
Em vez de atuar diretamente sobre toda a sociedade de outro país, atores internacionais frequentemente operam por meio de grupos que já possuem poder, prestígio e capacidade de organização. Essas elites locais funcionam como uma ponte: elas traduzem interesses externos em processos políticos domésticos, facilitando tanto a manutenção quanto a transformação da ordem existente. Nesse sentido, compreender a política internacional exige ir além dos Estados e observar as relações que conectam elites domésticas e atores externos.
A forma como essa articulação ocorre, no entanto, varia. Em alguns casos, o ator externo apoia a elite governante, buscando preservar a ordem e conter processos de instabilidade, como revoltas ou crises políticas. Em outros, estabelece alianças com elites concorrentes, promovendo mudanças no controle do Estado sem necessariamente alterar a estrutura social mais ampla. Há ainda situações em que o apoio se volta para contra-elites, incentivando transformações mais profundas, capazes de reconfigurar as próprias bases da organização social.
Essa distinção revela que a análise das intrusões não se esgota na sua intensidade. Como sugerido anteriormente pela metáfora do lançamento oblíquo, não basta medir a “força” da ação. É igualmente importante compreender sua direção política e, sobretudo, os atores mobilizados para que ela se concretize.
Isso leva a uma ideia particularmente instigante: nem toda transformação política ocorre por meio de rupturas visíveis. Em muitos casos, mudanças significativas acontecem por dentro das próprias estruturas de poder, através da reorganização ou cooptação de elites. Trata-se de processos que podem prescindir de mobilização popular ampla, mas que ainda assim produzem efeitos profundos. Nesses casos, a intrusão opera de maneira mais sutil, combinando influência, articulação e pressão externa para moldar os rumos políticos de uma sociedade.
Ao trazer os atores sociais — e especialmente as elites — para o centro da análise, o artigo propõe, portanto, uma mudança de perspectiva. A política internacional deixa de ser vista apenas como uma arena de interação entre Estados e passa a ser entendida como um campo mais complexo, no qual disputas internas, alianças transnacionais e estratégias de poder se entrelaçam.
No fim das contas, a questão não é apenas quão intensa é uma intrusão, mas quem a torna possível. E, muitas vezes, a resposta está menos nos instrumentos visíveis de poder e mais nas redes de elite que conectam o plano doméstico ao internacional.
No artigo, esse argumento é exemplificado pelas intrusões conduzidas pelos Estados Unidos no âmbito da chamada “Guerra ao Terror”, particularmente nos casos do Iraque (2003) e do Afeganistão (2001).
Esses casos ilustram como ações hegemônicas estadunidenses foram concebidas para manter e reforçar a posição do país no sistema internacional, destacando o papel estratégico da mobilização de elites locais. São mobilizados, aqui, não como estudos exaustivos de caso, mas como demonstrações da aplicabilidade da Teoria da Intrusão Internacional, a qual contribui para uma compreensão mais refinada das práticas hegemônicas ao classificar as intrusões segundo seu grau de intensidade e ao reconhecer as elites estrangeiras como instrumentos fundamentais na manutenção ou transformação de estruturas de poder.
A aplicação da teoria das intrusões aos casos do Afeganistão (2001) e do Iraque (2003) permite enxergar esses episódios para além da ideia simplificada de “intervenção militar”. Em ambos os casos, o que se observa é a combinação de diferentes níveis de intrusão — da influência à intervenção — operando de forma simultânea, sequencial e complementar. A ação dos Estados Unidos não se limitou ao uso da força, mas envolveu também interferências econômicas, articulações diplomáticas e, sobretudo, a mobilização de elites locais como elemento central para reconfigurar as estruturas de poder. No Afeganistão, isso se expressou no apoio à Aliança do Norte e na construção de uma nova ordem política via reconstrução institucional; no Iraque, na articulação prévia com elites opositoras, no uso de sanções e, posteriormente, na reorganização do sistema político após a queda de Saddam Hussein. Esses casos mostram que a intensidade da intrusão não garante seu sucesso, mas revelam como a hegemonia se exerce por meio de uma combinação de coerção e incorporação, na qual elites locais desempenham um papel decisivo. Ao olhar para esses processos a partir da teoria das intrusões, torna-se possível compreender com mais precisão como diferentes instrumentos de poder são articulados para promover — ou impor — transformações políticas no cenário internacional.
O que temos de novo nesse artigo?
Este artigo contribui para a literatura de Relações Internacionais sobre intervenções em dois aspectos centrais. Em primeiro lugar, refina os critérios de categorização das intrusões ao propor níveis progressivos de intensidade, definidos a partir das forças mobilizadas e de seus impactos sobre o alvo selecionado. Concebidas como mecanismos de ação hegemônica, essas formas de intrusão podem ocorrer de maneira simultânea, embora níveis mais elevados de intensidade não impliquem necessariamente maior eficácia. Essa perspectiva evidencia a diversidade de meios pelos quais atores políticos influenciam outros para promover seus interesses.
Em segundo lugar, o estudo amplia o debate sobre os agentes que promovem e são afetados por intrusões. Nesse sentido, as elites são identificadas como atores sociais centrais, mobilizados tanto para transformar quanto para preservar ordens existentes.
As ações intrusivas de caráter hegemônico podem ser organizadas em três caminhos principais. Em primeiro lugar, elas podem ter como objetivomanter a ordem política vigente, ou preservar o bloco histórico existente, o que envolve a ativação de mecanismos de intrusão voltados à proteção da elite que já está no poder. Em segundo lugar, podem buscar transformar as estruturas de poder de um Estado por meio da substituição da elite governante, apoiando setores que ainda não ocupam o poder. Essa estratégia, definida em termos neo-gramscianos como transformação via revolução passiva, pode ser compreendida como uma forma de revolução política. Por fim, há situações em que a transformação é mais profunda, envolvendo a introdução de uma nova elite e a consequente ruptura do tecido social, configurando o que pode ser entendido como uma revolução social.
Essa tipologia ajuda a sistematizar os possíveis resultados das intrusões internacionais e pode ser visualizada de forma sintética na tabela abaixo. Nela, observam-se como as ações intrusivas se distribuem entre a manutenção do status quo — associada à proteção da elite no poder — e diferentes formas de transformação da ordem, que variam desde mudanças políticas no interior das elites até rupturas mais amplas na estrutura social.
| Finalidade da Ação Intrusiva | Tipo de Resultado |
|---|---|
| Manutenção da ordem | Proteção da elite no poder |
| Transformação da ordem | Revolução social (ruptura do tecido social) |
| Revolução política (substituição da elite no poder) |
Tabela fruto das conclusões do artigo.
Referências:
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- Rodrigo Augusto Duarte Amaral é professor do curso de Relações Internacionais da Faculdade de Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Doutor em Relações Internacionais no Programa de Pós-Graduação em RI San Tiago Dantas (UNESP – UNICAMP – PUCSP). Membro e Assessor do Grupo de Trabajo: Geopolítica: Palestina y Nuestra América, do Conselho Latinoamericano de Ciências Sociais (CLACSO). Pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Estudos sobre Estados Unidos da América (INCT/INEU). Membro do grupo de Pesquisa – GECI PUC (Grupo de Estudos sobre Conflitos Internacionais). ↩︎



