A Ressignificação da “America 250”

Por Tatiana Teixeira e Camila Vidal. O marco dos 250 anos da Independência dos Estados Unidos, a ser celebrado em 4 de julho de 2026, tem sido mobilizado pelo governo Trump 2.0 como muito mais do que uma celebração histórica. Por meio de uma proclamação presidencial publicada em dezembro de 2025, transformou-se a efeméride em um “Aniversário da Doutrina Monroe”. A vinculação dessa doutrina de 1823 com a histórica data é uma operação política que não se restringe a enaltecer o passado. Ela inscreve o presente e o futuro da política externa estadunidense, de forma intencional, em termos de liderança inquestionável das Américas.

Um Perfil dos Eleitores de Trump: A Demografia dos Entusiastas do MAGA e suas Relações com Ele

Por Wayne Selcher. Nas eleições de novembro de 2024, é esperado que Trump receba muitos milhões de votos de pessoas leais ao seu partido, apenas porque ele foi o nomeado pelos republicanos e se saiu muito bem nas eleições primárias. O governo Biden-Harris é extremamente impopular entre os republicanos e considerado um fracasso por boa parte do público geral, particularmente em aspectos econômicos. Trump pode contar com essa avaliação negativa da atual administração para obter votos daqueles que são motivados, principalmente, pela oposição ao outro lado, ou daqueles que procuram mudanças depois da administração democrata entre 2021 e 2025.

A instrumentalização da arte na Grande Estratégia dos Estados no século XXI

Por Igor Serejo Vale Arcos. A evolução dos estudos sobre Grande Estratégia ao longo dos séculos XX e XXI revela uma combinação de dinâmicas e elementos novos e tradicionais. Um dos primeiros autores a cunhar o termo “Grande Estratégia” foi Liddell Hart, em 1954, em sua obra “Strategy”. Embora não tenha desenvolvido uma teorização sistemática acerca do conceito, apresentou diversos elementos basilares, ao distinguir Grande Estratégia de conceitos como estratégia e tática.

Um Perfil dos Eleitores de Trump: Valores e Preferências Políticas

Por Wayne Selcher. O movimento Make America Great Again (MAGA) de Donald Trump estabeleceu total domínio e unidade dentro do Partido Republicano na época da Convenção Nacional da legenda, em meados de julho de 2024, incluindo a escolha do ex-crítico ferrenho e agora populista leal J. D. Vance como seu candidato a vice-presidente. Trump reformulou completamente o partido de acordo com sua própria imagem e incorporou totalmente em seu campo os antigos rivais das eleições primárias Nikki Haley e Ron DeSantis, que, na Convenção, fizeram discursos elogiando-o. A plataforma do partido para 2024 é, definitivamente, totalmente Trump e vai muito além das políticas de seu mandato presidencial anterior. A virada retórica populista do partido foi resumida na declaração de J.D. Vance de que “Cansamos, senhoras e senhores, de servir Wall Street. Vamos nos comprometer com o trabalhador”.

DIVULGAÇÃO: Chamada para publicação no Dossiê “Vida e legado de Joe Biden” | Observatório Político dos Estados Unidos (OPEU)

O Observatório Político dos Estados Unidos (OPEU) está com chamada aberta, em fluxo contínuo, para o Dossiê “Vida e legado de Joe Biden”. O objetivo é apresentar um balanço da gestão e da trajetória política do político democrata. O dossiê busca analisar seu legado na Presidência (2021-2025), sua atuação como vice-presidente e sua longa carreira […]

DIVULGAÇÃO: Chamada para publicação no Dossiê “Distopias e Trump 2.0” | Observatório Político dos Estados Unidos (OPEU)

O Observatório Político dos Estados Unidos (OPEU) convida pesquisadoras, pesquisadores e demais interessadas/os a submeterem contribuições, em fluxo contínuo, para o Dossiê “Distopias e Trump 2.0”. O dossiê busca refletir sobre possíveis aproximações entre eventos, discursos e políticas do segundo mandato de Donald Trump e imaginários distópicos presentes na literatura, no cinema, nas séries, nas […]

O Apelo de Donald Trump

Por Wayne Selcher. Em meados de 2024, Donald Trump havia firmado solidamente seu comando personalista do Partido Republicano, tanto no nível da liderança quanto dos eleitores. Ele obteve vitórias esmagadoras nas eleições primárias presidenciais republicanas do início de 2024, demonstrando, assim, de forma dramática, seu grande apoio na base eleitoral do partido. Seus dois únicos rivais de peso – o governador Ron DeSantis, da Flórida, e a ex-governadora da Carolina do Sul Nikki Haley – apoiaram-no depois de encerrarem suas próprias campanhas. Nenhuma autoridade republicana está nem perto de igualar o grau de popularidade de Trump entre os eleitores republicanos. A liderança republicana nacional anterior, mais moderada, foi afastada ou varrida, e muitos funcionários pró-Trump foram instalados nos níveis estadual e local nos últimos anos, por eleições ou nomeações.

Cultura Pop, “Rage Bait” e a Estratégia da Casa Branca nos Vídeos da ICE

Por Acza Rodrigues. Além de Grammys e carreiras promissoras, SZA, Sabrina Carpenter e Olivia Rodrigo têm em comum uma recente turbulência, envolvendo a Casa Branca. As artistas tiveram suas músicas utilizadas em vídeos de divulgação das ações da ICE, a Polícia de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos. O órgão tem estado no centro de uma série de controvérsias desde o início do segundo mandato de Donald Trump, período marcado pela expansão e pela intensificação das políticas migratórias repressivas. A imigração, vale lembrar, foi um dos principais eixos da campanha presidencial de Trump. Nela, prometeu executar a maior deportação da história do país, reforçando um discurso de criminalização e endurecimento contra populações migrantes.