O que revelam os discursos de senadores na votação da PEC da Polícia Penal

Por Camila C. N. Dias e Vanessa R. da Silva. Nesse sentido, a criação da polícia penal, abordada em recente artigo de nossa autoria na Revista Lua Nova, por meio de um recorte específico, qual seja, os argumentos de senadores em sessão de votação no Congresso, propicia (re)situar os novos contornos da reconfiguração do lugar da prisão no Brasil, atualizando, assim, a reflexão teórica e empírica desse campo do conhecimento e, ainda, possibilitando expandir as atuais discussões que perpassam os estudos sobre as polícias, a militarização e as demais formas de controle do crime e da punição no Brasil.

O viés social da política externa do Lula

Por Deborah M. S. Lopes. Essa breve análise sobre a assistência humanitária durante o governo Lula é fruto da síntese de um artigo meu publicado na Revista Hoplos. A motivação para escrever e pensar sobre a questão da assistência humanitária nasceu da necessidade de voltar a pensar essa estratégia como uma política externa efetiva, assim como retomar o interesse em pautas como a soberania alimentar e a aliança dos povos latinos que foram bastante enfatizadas durante o governo Lula.

O uso do twitter na denúncia da Chacina do Jacarezinho

Por Gabriel Delphino. A popularização do uso das redes sociais tem sinalizado novas formas de indivíduos e grupos se relacionarem entre si, fornecendo aos pesquisadores caminhos possíveis de investigação dessas realidades digitais. Um desses exemplos, e que foi abordado neste recente artigo, de minha autoria, é a utilização dessas redes por movimentos sociais e ativistas políticos.

Pensamento político brasileiro e ideologia bolsonarista

Por Cairo Barbosa, Gabriel Mello e Renan Moraes. Durante os quase quatro anos completos do governo de Jair Bolsonaro, o país vivenciou inúmeros episódios de falas antidemocráticas, discursos truculentos, agressão a adversários, desrespeito às instituições e crimes presumidos. Além disso, figuras importantes do bolsonarismo não cessaram de defender a narrativa de que o país vive sob a égide de uma “democracia racial” e de que o governo atual se encontra inequivocamente livre da corrupção. Tais discursos, ainda que produzidos como respostas e reações a situações bastante atuais, remetem também a ideias mobilizadas por diversas tradições do pensamento político brasileiro – incluindo autores como Gilberto Freyre, Raymundo Faoro e Sérgio Buarque de Holanda.

O que está em jogo…. sempre e ainda os direitos humanos

Por GPDH – IEA/USP. A trama para acabar com o que ainda resta delas, deles, delos, sabemos, começou faz algum tempo[1]. A trama para acabar com o que ainda resta do nosso Estado Democrático de Direito, no entanto, parece ganhar novos sentidos nas falas, em cada slogan de campanha e em cada aparição do ainda presidente Jair Bolsonaro.

Ineditismo tucano em 2022

Por Henrique Curi. A eleição para o governo do estado de São Paulo em 2022 tem disputa partidária inédita desde o processo de redemocratização que o Brasil passou em 1988, com a promulgação da Constituição Federal. O sistema partidário paulista, historicamente, possui dois partidos protagonistas: o Movimento Democrático Brasileiro (MDB – antes PMDB) e o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

Um Voto de Sobrevivência: relato do evento “Debate as Eleições de 2022 e a Democracia”

Por Andréia F. Cardoso e Paulo Bittencourt. As eleições de 2022, desde seu início, são marcadas pela existência de dois campos com interesses e projetos de país distintos; o que se acentuou com o segundo turno dos cargos executivos, em especial o de presidência da República. Se, de um lado, há um voto que se diz em defesa da tríade “Deus, pátria e família”, de outro, temos a preocupação com a continuidade do regime democrático e a defesa dos direitos dos cidadãos. Com esta última em mente, o Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania (CENEDIC), da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP), o Centro de Estudos de Cultura Contemporânea (CEDEC) e o Coletivo USP pela Democracia promoveram um debate com o tema “As Eleições de 2022 e a Democracia”.

Alimentação escolar em casa: o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) no Brasil durante a pandemia de COVID-19

Por Ricardo Barbosa, Estevan Coca e Gabriel Soyer. A pandemia da COVID-19 trouxe diversos desafios para o abastecimento alimentar, especialmente pelas limitações na circulação de pessoas e de mercadorias, modificando o jeito de comercializar e também o de consumir os alimentos. O estudo ‘School food at home: Brazil’s national school food programme (PNAE) during the COVID-19 pandemic’ (Alimentação escolar em casa: o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) no Brasil durante a pandemia da COVID-19) trouxe um panorama sobre como isso se deu em relação à alimentação escolar no Brasil. Os autores entrevistaram 43 pessoas em todas as regiões do país. Dentre os entrevistados constaram representantes de órgãos públicos e da sociedade civil.

O Rio de Janeiro entre a Máquina Política e o Voto Religioso

Por Felipe Borba e Vitor Peixoto. últimos seis anos, seis governadores ou ex-governadores foram presos ou afastados do cargo por denúncias de corrupção. O histórico de prisões começou em novembro de 2016, quando Anthony Garotinho foi preso por compra de votos nas eleições para prefeito de Campos daquele ano. Na sequência, vieram as prisões de Sérgio Cabral (junho de 2017), Rosinha Garotinho (novembro de 2017), Luiz Fernando Pezão (novembro de 2018) e Moreira Franco (março de 2019).

Arremate! Vencer de novo e consolidar a vitória!

Por Sebastião Velasco e Cruz. Foi por muito pouco. Não liquidamos a fatura no domingo, mas alcançamos uma vitória memorável. Apesar da sórdida campanha de difamação nas redes e da tática desesperada do insulto lançado face a face em mal denominado debate, Lula venceu Bolsonaro no primeiro turno por 5 pontos percentuais e mais de 6 milhões de votos.Não aquilatamos bem o tamanho do feito se não o colocamos em perspectiva e não indicamos a natureza do embate. Em 2 de outubro Lula recebeu 48,43% dos votos válidos (o segundo melhor resultado obtido pelo PT nesta etapa da eleição presidencial, praticamente igualando o obtido por ele em 2006 (48,6%), quando conduziu a disputa em pleno exercício do mandato de Presidente.