Leituras sobre Sofrimento Social

Os Seminários do Cedec – Leituras sobre o Sofrimento Social são parte da proposta de criação de um grupo de discussões e leituras coletivas sobre os temas que compõem a(s) teoria(s) social(is) e política(s) contemporânea(s). Sob a coordenação da professora Walquiria Domingues Leão Rego pretende-se, como parte de uma primeira rodada de reuniões, apresentar e discutir a obra de Emmanuel Renault, Souffrances Sociales. Philosophie, psycologie et politique (2008).

Estado narciso, nomes clandestinos: processos de contração democrática no governo Bolsonaro

Por Lara Martim Rodrigues Selis
“Isso tudo é maneira de dividir a sociedade. Não devemos ter classes especiais, por questão de cor de pele, por questão de opção sexual, por região, seja lá o que for. Nós somos todos iguais perante a lei. Somos um só povo”[2]. Nessa declaração, dada por Jair Bolsonaro em 2018, quando ainda era candidato à presidência, vemos ganhar corpo uma estratégia discursiva que, em menos de um ano, tornaria-se uma das tônicas de seu governo. Por meio dela, ataques sistemáticos são direcionados contra as posições de diferença, eliminadas sob justificativa de unidade. A falsa simetria justifica a transformação dos marcadores de diferença em ameaças sociais, então contrapostas a um nome único, a nação.

Os antepassados verde-amarelos de Bolsonaro

Por Por Bernardo Ricupero
Em 2016 fomos surpreendidos quando multidões vestidas de verde e amarelo ocuparam as ruas das cidades brasileiras para defenderem o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Bradavam palavras de ordem, como: “nossa bandeira jamais será vermelha”; “o gigante acordou”; “quero meu país de volta”.

De onde teria emergido essa massa que, de maneira aparentemente inédita, não tinha vergonha de defender teses de direita?

Resenha de Tese – A atuação das empresas de televisão como grupo de interesse: estratégias e táticas de pressão no caso da política de classificação indicativa

A tese buscou compreender como as empresas de televisão mobilizaram seus recursos políticos na defesa de seus próprios interesses no caso da definição da política de classificação indicativa para programas de TV, entre 1990 e 2007, com o objetivo de compor um quadro mais acurado da atuação dessas empresas como grupo de interesse e das relações entre comunicação e política.

Resenha de: ARUZZA, Cintia; BHATTACHARYA, Tithi; FRASER, Nancy. Feminismo para os 99% – um manifesto. São Paulo: Boitempo, 2019.

Por Barbara Cristina Soares Santos
Em 8 de março de 2019, foi lançado em oito países o livro Feminismo para os 99% – um manifesto, escrito conjuntamente pelas teóricas Cinzia Arruzza, Tithi Bhattacharya e Nancy Fraser. A versão brasileira foi publicada com capa vermelha e um interior de letras e margens roxas, mostrando já nas cores a proposta principal do projeto: um feminismo radicalizado de caráter anticapitalista em resposta ao feminismo liberal que dialoga com o atual sistema neoliberal.

Resenha de Tese – O Justo e o Verdadeiro: uma genealogia da justiça de transição pela análise da parceria entre o Internacional Center of Transitional Justice e a ONU

A tese teve como objetivos examinar as lutas de saber e disciplinares em torno da constituição da Justiça de Transição (JT) como objeto de saber e as lutas em torno da sua institucionalização global, o que foi feito por meio da análise da parceria entre o International Center of Transitional Justice (ICTJ), a maior Organização Não Governamental (ONG) do campo, e a Organização das Nações Unidas (ONU); por fim, estudou-se como, a JT é inserida e apropriada pelos atuais dispositivos de segurança planetários. Ao analisarmos a JT como conceito e como problema político, buscamos mostrar como ela passou por modificações e deslocamentos contínuos.

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