Covid-19 no Brasil e nos EUA e a normalização da barbárie

Por Rafael R. Ioris
Uma nova versão de coronavírus (Covid-19), que vem se disseminando ao redor do mundo nos últimos meses, tem forçado novos arranjos produtivos, políticos e culturais como talvez somente tenha ocorrido ao final da Segunda Guerra Mundial

Pandemia e Renda Básica Universal. Emergência conjuntural, governabilidade sistêmica ou consenso pós-trabalho?

Por Luis Fernando Ayerbe
Na atual crise deflagrada pela pandemia do corona vírus, um aspecto diferenciado na resposta dos Estados, dos organismos financeiros multilaterais e de elites orgânicas do globalismo neoliberal, é o reconhecimento da necessidade e urgência na implementação de mecanismos de renda mínima para os setores mais pobres que vivem na informalidade ou que vão sendo afetados pela perda de empregos.

A origem da pandemia está no que se come

Por Débora Assumpção e Lima
Desde o colapso da economia mundial, deflagrado pela crise financeira de 2008, o mundo tem enfrentado ininterruptas “pandemias”. De modo análogo às operações de subprime e os derivativos do mercado especulativo, cujo caráter fictício é configurado pela projeção de algo que ainda não existe, as pandemias também nos colocam face a face a um elemento sistêmico que não pode ser visto nem tocado: o vírus.

O combate à pandemia internacional como pretexto para a violação dos direitos de refugiados

Por William Torres Laureano da Rosa
No quadro atual da pandemia do COVID-19, um dos temas que despertam grande preocupação são as mudanças nas legislações e práticas migratórias e de refúgio, especialmente sobre as consequências para pessoas que sofrem com o deslocamento forçado se, e quando, a situação retornar para certa normalidade.

Coronavírus, prisões e extermínio: riscos e responsabilidades

Por Felipe da Silva Freitas
O sistema carcerário brasileiro vive em permanente estado de colapso e vulnerabilidade. Alimentação insuficiente e de má qualidade, inadequadas condições de higiene, celas sem ventilação e permanentemente úmidas e fétidas[2]. O quadro é de horror e assombra qualquer analista minimamente sensível[3].

Na pandemia movimentos sociais mostram sua força e competência

Por Paolo Colosso
Nos tempos pré-COVID, ações coletivas pautadas pela cooperação e solidariedade eram vistas como elementos residuais da vida social marcada pelos parâmetros liberais de conduta.  Mas o trauma coletivo gerado pela pandemia tem sido um choque que suspende os nexos sedimentados. Nesse estado de emergência vem à tona, ao mesmo tempo, o que produzimos de melhor e de pior em termos civilizatórios.

Covid-19: vigilância como controle ou cuidado?

Por Thatiane Moreira
O mundo em suspensão, milhares de pessoas reclusas em casa, utilizando mais do que nunca as tecnologias digitais, tanto no que diz respeito ao trabalho, ao estudo, quanto às horas de lazer. Este cenário, que chega a se aproximar de uma distopia, é o ambiente ideal para a ampliação das empresas de tecnologia que lucram com o acúmulo dos dados digitais

Pandemia, violência contra as mulheres e a ameaça que vem dos números

Por Wânia Pasinato e Elisa Sardão Colares
As primeiras notícias vieram da China: a crise sanitária provocada pela pandemia do COVID-19 e a quarentena imposta à população trouxe consigo o crescimento de denúncias de violência doméstica no país. Com base na entrevista divulgada pela rádio BBC, um periódico brasileiroiii alerta que as denúncias naquele país cresceram a partir de contatos telefônicos com ONGs que atendem vítimas de violência doméstica, registros em delegacias de polícia e através de uma hashtag criada para que vítimas e testemunhas pudessem denunciar a violência.

A pandemia do covid-19 na sua versão nativa: o que está em jogo

Por Amélia Cohn
O mantra presidencial de que com o Covid-19 “todos vocês vão se molhar mas não vão morrer afogados” é revelador. Primeiro, porque só os outros e não ele se molharão; ele está acima de deus. Segundo pela crueldade, já que a doença pelo vírus assemelha-se a uma sensação de “afogamento no seco”, como bem definiu uma de suas vítimas sobreviventes. Revela aí seu traço sádico.