Francisco de Oliveira: contundência sem sectarismo

Por Leonardo Octavio Belinelli de Brito
Ontem, dia 10 de julho, faleceu Chico de Oliveira, autor de alguns dos ensaios mais provocantes da história da economia política brasileira. Talvez porque, na sempre lembrada observação de Roberto Schwarz, Chico era um “mestre da dialética” .  É o mesmo Schwarz quem nota que seus ensaios carregavam um misto, tão raro, de contundência sem sectarismo. Como isso é possível?

A metamorfose, ou o discreto charme do centro

Por Jorge Chaloub
Quando certa manhã Rodrigo Maia acordou de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num político de centro. Entre uma xícara de café importado e alguns pães artesanais, ele lia em jornais e sites, não sem surpresa, sobre sua conduta moderada e razoável, típicas dos políticos infensos ao charme dos radicalismos.

Brasil acima de tudo? Sobre o pretenso nacionalismo de Jair Bolsonaro

Por André Kaysel
Durante a década de 1930, os nazistas, liderados por Adolf Hitler, se apropriaram habilmente de um verso da letra do hino nacional alemão, “Deutschland über alles”(Alemanha acima de tudo), convertendo-o em um slogan por meio do qual procuravam identificar a nação consigo mesmos.

Carnaval, festa e luta: o avesso do mesmo lugar

Por Pedro Cazes e Victor Vasconcellos
Os versos de Gilberto Gil em Ensaio Geral, cantados originalmente por Elis Regina no 2o Festival da Música Popular Brasileira de 1966, soam como uma convocação. O Rancho do Novo Dia, o Cordão da Liberdade e o Bloco da Mocidade vão sair no carnaval. É preciso ir a rua e ver com os próprios olhos, é preciso fazer parte. A fantasia (coletiva) é colorida de ousadia e costurada de amizade.

O presidente e o vídeo obsceno: três hipóteses

Por Sérgio Costa
Não é trivial que o dirigente máximo de um país, por menor que seja ele, dissemine conteúdos licenciosos. Já um presidente de uma nação da importância do Brasil postar um vídeo obsceno em sua conta oficial do Twitter é algo muito excepcional, provavelmente inédito.

O falso liberalismo das elites brasileiras

Por Rafael R. Ioris
As elites brasileiras sempre se preocuparam demais com o olhar estrangeiro. Desde a colônia, passando pelo império, sua principal referência era a Europa, mas aos poucos incluia-se todos os outros também tidos como mais brancos, mais ricos, mais sofisticados e mais desenvolvidos.