A Guerra ao terror Chega ao Crime Brasileiro

Por Leonardo David. A decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras marca uma inflexão relevante na forma como Washington interpreta o crime organizado brasileiro. A gravidade dessas facções não está em disputa. PCC e CV controlam economias ilícitas, estruturam redes transnacionais de tráfico, operam dentro e fora do sistema prisional, exercem formas de governança criminal sobre territórios e desafiam o monopólio legítimo do uso da força do Estado brasileiro.
American Political Culture in Transition: the Erosion of Consensus and Democratic Norms (Part II)

Por Wayne Selcher. This malady is so relevant and severe that Pew Research maintains a useful section with its surveys about political polarization in American politics. According to Gallup in January 2023, “Americans’ party preferences were evenly divided in 2022, with 45% of U.S. adults identifying as Republican or saying they were Republican-leaning independents, and 44% identifying as Democrats or saying they were Democratic-leaning independents.” A repudiation of the two-party system is implied in the fact that “since 2009, independent identification has grown and reached levels not seen before. Now, political independents (41%) greatly outnumber Republican (28%) and Democratic (28%) identifiers.” But many of the independents, although often seen as “swing voters,” tend to vote regularly for one party over the other. Each party also has its own internal factions and shifting intra-party coalitions. For example, persons of color who identify as Democrats are more conservative on some key social issues (including immigration, free trade, and abortion) than are the college-educated White liberals in the party.
Political News and Analysis Sources Beyond the Mainstream and Legacy American Media (Parte II)

Por Wayne Selcher. Semafor has a global presence and calls itself “the world’s first news platform designed to meet the moment we are in.” The news and analysis coverage in its email briefings is first-rate and very highly recommended, particularly in Semafor Washington, DC and Americana. Topical sections include Media, Politics, Business, and Security.
The Annenberg Public Policy Center, of the University of Pennsylvania, provides data and analysis on the role of communication and media in politics, among other topics, such as high-quality classroom materials and civics education.
Trump e os Generais: Por Que Precisamos Problematizar a Narrativa de “Crise”?

Clarissa Nascimento Forner 17 de abril de 2026 Em parceria com o Observatório Político dos Estados Unidos (OPEU), o Boletim Lua Nova republica a análise de Clarissa Nascimento Forner da relação de Donald J. Trump com o alto escalão militar dos Estados Unidos. O texto foi originalmente publicado em 9 de abril de 2026, no […]
“Não Vai Acontecer Aqui”: Trump e a Normalização do Improvável

Arthur Alcântara 3 de abril de 2026 Em parceria com o Observatório Político dos Estados Unidos (OPEU), o Boletim Lua Nova republica a análise de Arthur Alcântara sobre a normalizações do improvável durante o governo Trump 2.0. O texto foi originalmente publicado em 25 de março de 2026, no site do OPEU. *** A convicção […]
Perspectivas sobre a Eleição Presidencial de 2024 e suas Consequências Imediatas

Por Wayne Selcher. Muito apropriadamente, e com base na situação nacional e nas pesquisas de palavras dos usuários de seu dicionário online, o Merriam-Webster selecionou “polarização” como sua palavra para o ano de 2024, denotando “divisão em dois opostos nitidamente distintos; especialmente, um estado em que as opiniões, crenças ou interesses de um grupo ou sociedade não variam mais ao longo de um continuum, mas se concentram em extremos opostos”.
Um Perfil dos Eleitores de Trump: A Demografia dos Entusiastas do MAGA e suas Relações com Ele

Por Wayne Selcher. Nas eleições de novembro de 2024, é esperado que Trump receba muitos milhões de votos de pessoas leais ao seu partido, apenas porque ele foi o nomeado pelos republicanos e se saiu muito bem nas eleições primárias. O governo Biden-Harris é extremamente impopular entre os republicanos e considerado um fracasso por boa parte do público geral, particularmente em aspectos econômicos. Trump pode contar com essa avaliação negativa da atual administração para obter votos daqueles que são motivados, principalmente, pela oposição ao outro lado, ou daqueles que procuram mudanças depois da administração democrata entre 2021 e 2025.
Um Perfil dos Eleitores de Trump: Valores e Preferências Políticas

Por Wayne Selcher. O movimento Make America Great Again (MAGA) de Donald Trump estabeleceu total domínio e unidade dentro do Partido Republicano na época da Convenção Nacional da legenda, em meados de julho de 2024, incluindo a escolha do ex-crítico ferrenho e agora populista leal J. D. Vance como seu candidato a vice-presidente. Trump reformulou completamente o partido de acordo com sua própria imagem e incorporou totalmente em seu campo os antigos rivais das eleições primárias Nikki Haley e Ron DeSantis, que, na Convenção, fizeram discursos elogiando-o. A plataforma do partido para 2024 é, definitivamente, totalmente Trump e vai muito além das políticas de seu mandato presidencial anterior. A virada retórica populista do partido foi resumida na declaração de J.D. Vance de que “Cansamos, senhoras e senhores, de servir Wall Street. Vamos nos comprometer com o trabalhador”.
Retomada da Inflexão Antiambiental nos EUA

Por André Scantimburgo. Em seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro de 2025, o presidente Donald Trump voltou a atacar a agenda climática global, reafirmando seu negacionismo em relação à mudança climática. Diante de chefes de Estado e de representantes de organizações internacionais, Trump classificou o Acordo de Paris como “a maior fraude já perpetrada no mundo”, além de declarar que os Estados Unidos não se submeteriam a políticas climáticas que, na sua opinião, destroem empregos e colocam em risco a soberania nacional.
Passado e Presente. Temas para uma Nova Agenda para Estudos Internacionais

Por Sebastião C. Velasco e Cruz. Antes de começar a minha exposição, preciso manifestar o meu profundo agradecimento pelo convite para proferir esta Aula Magna no evento em que o Programa de Relações Internacionais da Universidade Federal de Uberlândia celebra o seu décimo aniversário. É uma grande honra para mim, e um imenso prazer, poder usar da palavra em ocasião tão especial e partilhar com o público, que reúne tantos colegas e amigos, algumas reflexões sobre o evolver de um objeto que não se contrapõe a nós, como uma realidade externa, mas faz parte de nossa própria história.