O recesso da democracia e as disputas em torno da agenda de gênero

Por Flávia Biroli
A contestação das agendas da igualdade de gênero e da diversidade sexual tem tido um lugar de relevo nos conservadorismos atuais e em sua capacidade de constituir e mobilizar públicos. Na Colômbia, teve impacto na produção do resultado final do plebiscito de 2016, em que 50,2% da população recusou o acordo de paz entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC)  (Amaya, 2017). Na Costa Rica, as eleições presidenciais de 2018, em que se enfrentaram no segundo turno o pastor evangélico Fabricio Alvarado e o governista de centro-esquerda Carlos Alvarado, foram transformadas em uma espécie de plebiscito sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

A laicidade do Estado como resistência à ascensão conservadora

Por Luis Gustavo Teixeira da Silva e Raniery Parra Teixeira
A eleição de Jair Bolsonaro (PSL) para o cargo de presidente da República tem mobilizado boa parte dos/as analistas do país, não sem motivo, haja vista a complexidade de elementos que emergem ao debate público desde sua campanha eleitoral. Na maioria das vezes, são apresentados diagnósticos sobre a influência das forças econômicas, políticas, midiáticas, sociais e jurídicas envolvidas neste processo.