Clima, justiça e democracia: três reflexões filosóficas sobre uma transição energética justa

Por Diana Piroli. Nos últimos anos, o debate sobre a mudança do clima deixou de ser um assunto distante e passou a ocupar o centro da conversa pública nas democracias do Sul Global, especialmente na América Latina. No Brasil, por exemplo, sobretudo ao longo dos últimos quatro anos – durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Partido dos Trabalhadores) –, a discussão sobre uma transição energética justa saiu dos círculos especializados e entrou de vez no cotidiano. Hoje, ela não aparece apenas no debate político, mas também nas casas de milhões de brasileiros e brasileiras – no intervalo das novelas, nos telejornais e nas conversas do dia a dia. Mas, afinal, o que significa uma transição energética justa?
A democracia entre liberalismo e iliberalismo

Por Delamar José Volpato Dutra. O mundo conta com 195 países. Segundo o Democracy Index da revista The Economist, que analisou 167 deles, apenas 25 destes últimos são democracias plenas, sendo 46 classificados como democracias imperfeitas. O primeiro da lista é a Noruega e o último a Moldávia. Nas Américas, Uruguai e Canadá constituem as únicas democracias plenas. Os Estados Unidos e o Brasil ocupam a 28ª e a 57ª posição, respectivamente. Regimes híbridos totalizam mais 36 e os autoritários são em número de sessenta.
Justiça Rawlsiana e Democracia Política: Argumentos Democráticos, Implicações Distributivas

Por Guilherme Cardoso de Moraes. Grande parte da legitimidade que atribuímos à democracia vem da ideia de que ela é uma forma de governo em que todos devem participar em condições de igualdade. Entre suas conquistas mais importantes está justamente a consolidação da igualdade política: a noção de que diferenças de renda, riqueza, raça ou gênero não podem servir como justificativa para excluir cidadãos da vida política ou reduzir sua capacidade de participar das decisões coletivas. É isso que distingue, em princípio, uma democracia de regimes oligárquicos ou autoritários.
“Olhares Ianques”: O que os Arquivos Revelam sobre as Relações Brasil-EUA na Ditadura

Em parceria com o Observatório Político dos Estados Unidos (OPEU), o Boletim Lua Nova republica a resenha de Hannah De Gregorio Leão do livro “Olhares Ianques: a ditadura brasileira nos arquivos norte-americanos” (Companhia das Letras, 2026), de Felipe Loureiro. O texto foi originalmente publicado em 6 de junho de 2026, no site do OPEU.
Democracia y justicia penal, una relación controvertida

Esta série Especial do Boletim Lua Nova apresenta reflexões produzidas por pesquisadoras e pesquisadores vinculados à rede internacional Justice in the XXI Century: A Perspective from Latin America (JUSTLA). O projeto, coordenado pela Universidade de Catania (Itália) e financiado pela União Europeia no âmbito da ação HORIZON-Marie Skłodowska-Curie Staff Exchanges, reúne 148 integrantes de 18 instituições da América Latina e da União Europeia.
Os escritos que seguem são um convite a atravessar diferentes territórios do conhecimento para (re)pensar a justiça no século XXI. Ao longo da série, o JUSTLA promove um diálogo entre pesquisas desenvolvidas em diferentes contextos e abordagens, de modo que o leitor e a leitora poderão acompanhar um movimento no qual ideias, contextos e práticas se entrelaçam para reinventar, no presente, o sentido da justiça.
PROJETO CULTURAS EM MOVIMENTO: Formação crítica e saraus culturais democráticos

Maria Rita Loureiro Lucas Baptista Josefina Lopes Simoes 16 de junho de 2026 A partir de uma parceria inédita entre o CEDEC e o Cursinho Bitita-Emancipa de educação popular nasceu o projeto Culturas em Movimento: formação crítica e saraus culturais democráticos. A proposta, realizada no âmbito do Termo de Fomento no 984616/2025, por meio do […]
As tarefas da filosofia política, de Marcel Gauchet: o Ateliê de Humanidades inaugura a publicação do filósofo no Brasil

Por Felipe Freller. A obra de Marcel Gauchet se estende por várias décadas e abrange uma infinidade de temas e áreas do conhecimento: a política, a filosofia, a história, a sociologia, a antropologia, a religião, a psicanálise etc. Escolhemos iniciar o projeto de publicação das principais obras de Gauchet por um texto que talvez não esteja entre seus escritos mais conhecidos, mas que é fundamental para compreender seu olhar e a contribuição que ele propõe para um campo específico do conhecimento: a filosofia política.
A Guerra ao terror Chega ao Crime Brasileiro

Por Leonardo David. A decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras marca uma inflexão relevante na forma como Washington interpreta o crime organizado brasileiro. A gravidade dessas facções não está em disputa. PCC e CV controlam economias ilícitas, estruturam redes transnacionais de tráfico, operam dentro e fora do sistema prisional, exercem formas de governança criminal sobre territórios e desafiam o monopólio legítimo do uso da força do Estado brasileiro.
O processo de implementação da Doutrina Donroe

Por Victor Ferreira de Almeida. Passados cerca de 1 ano e seis meses da posse de Donald Trump na presidência dos EUA, podemos ter uma interpretação sobre a sua política externa para a América. Com sua direção antecipada por diversos analistas brasileiros, a Estratégia de Segurança Nacional, publicada em novembro de 2025, representa uma política imperialista de dominação com o que entendem “nosso Hemisfério”, parte do seu “interesse nacional central”.
Pivô para a China: As Raízes Ocultas da Grande Estratégia dos Estados Unidos

Em parceria com o Observatório Político dos Estados Unidos (OPEU), o Boletim Lua Nova republica a análise de Matheus Rocha sobre a grande estratégia dos Estados Unidos em relação à China, síntese de sua tese de doutorado. O texto foi originalmente publicado em 27 de maio de 2026, no site do OPEU.