Belém-PA: eleições para a prefeitura com muitos candidatos e disputa acirrada

Por Rodolfo Silva Marques. Em 2024, mais de 5.500 municípios terão eleições para a definição de prefeitos(as) e vereadores(as). Na região Norte, a capital do Pará, Belém, terá o total de 1.056.697 eleitores aptos a votar, de acordo com dados disponibilizados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE do Pará, 2024). 

A Contabilidade de Carbono e o Papel dos Biocombustíveis na Descarbonização: Implicações para o Brasil e o G20

Por Jefferson dos Santos Estevo, Laís Forti Thomaz e Amanda Duarte Gondim. A presidência do Brasil no G-20 tem produzido debates em diferentes temas e programas, recorrentes com o lema proposto pelo país, “Construindo um mundo justo e um planeta sustentável”. As mudanças climáticas estão representadas nessa agenda, com a criação da Mobilização Global contra a Mudança do Clima, integrante das duas Trilhas de negociações, Sherpas e Finanças. Isso evidencia a importância da pauta climática na política doméstica e exterior do país. No grupo com as maiores economias globais, também estão inseridos os principais países emissores de Gases do Efeito Estufa (GEE). Cerca de 80% são provenientes dos membros do G-20, principalmente China, Estados Unidos , União Europeia e Índia.

Ciclo de Oficinas de Formação 2024 – Eleições em São Paulo: Construindo a Agenda de uma Cidade no Sul Global

Por Beatriz Rodrigues Sanchez, Mônica Oliveira e Raissa Wihby Ventura. Demonstrando um compromisso duradouro com a promoção de um debate informado e propositivo sobre questões-chave relacionadas às agendas políticas igualitárias, as Oficinas de Formação do Desjus continuam sua parceria com a Fundação Tide Setubal e passam a compor também com o Núcleo de Democracia e Ação Coletiva (NDAC) do Cebrap.

Cuba: Ontem e Hoje

Entrevistada: Vanessa Oliveira – Cubanista, Doutora em Ciências Humanas pela Universidade Federal do ABC e em Ciência da Informação e da Comunicação pela Universidade Paris VIII. Professora no Departamento de Jornalismo na PUC-SP e no Mackenzie e pesquisadora afiliada ao Instituto Alameda de Pesquisa Coletiva. Co-organizadora dos livros Entre a Utopia e o Cansaço: pensar Cuba na atualidade (editora Elefante, 2024) e De bala em prosa: vozes da resistência ao genocídio negro (Editora Elefante, 2020).

Os tempos da antropofagia: revisitando os ensaios Oswald de Andrade

Por Wendel Antunes Cintra. A recepção da obra de Oswald de Andrade ao longo do século XX priorizou sobretudo as dimensões estético-literárias de sua obra, concentrando-se nos debates em torno das tendências do modernismo brasileiro (Campos, 1971a, 1971b; 1974; 2015a; 2015b; George, 1985; Naves, 1998; Veloso, 1997; Herkenhoff, 1998; Fundação Bienal, 1998; Castro, 2002; 2008; 2015). Exceções notáveis, ainda na década de 1970, foram os trabalhos do filósofo belenense Benedito Nunes, “Antropofagia ao alcance de todos” (1972), publicado como estudo introdutório do volume IV das obras completas editadas pela Civilização Brasileira no início dos anos 1970, e o estudo “Oswald canibal” (1979), que de modo pioneiro aproximou a poética antropofágica da filosofia. Em contraste, mais recentemente houve um significativo movimento de explorar essas dimensões filosóficas, antropológicas, sociais e políticas do pensamento oswaldiano, retomando para isso sua produção ensaística dos anos 1940 e 1950 (Nodari, 2007; Castro, 2008; Torre, 2012; Valle, 2017; Ricupero, 2018; Salles, 2019). 

A violência letal feminicida e os múltiplos desafios para enfrentá-la

Por Rossana Maria Marinho Albuquerque. Em 2015, em passagem pelo Brasil, na conferência de abertura do II Seminário Internacional Desfazendo Gênero, realizado em Salvador/BA, Judith Butler fez uma exposição posteriormente publicada como texto, intitulado “Corpos que ainda importam” (Butler, 2016). A sua fala ocorria, então, meses depois da criação da Lei do Feminicídio no Brasil (Lei 13.104/15) e continua bastante atual.

A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza no G20: por uma governança transformativa para o Direito Humano à Alimentação Adequada

Por Maria do Carmo Rebouças dos Santos, Marina Bolfarine Caixeta, Paola Romero e Silvia Zimmermann. O Brasil instituiu a Força Tarefa para o Estabelecimento da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza no âmbito do G20. Com isso, o país aproveita a oportunidade da sua presidência do Grupo das 20 maiores economias do mundo para garantir que os países priorizem essas agendas na governança global, notadamente o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 1 (Erradicação da Pobreza) e 2 (Fome Zero e Agricultura Sustentável), que são de grande interesse do Sul global.

A Midterm Conference do T20: debates, agendas e discussões

Por Alina Ribeiro. Entre os dias 1 e 3 de julho de 2024 ocorreu a Midterm Conference do Think20 (T20), um dos grupos de engajamento (GE) do G20. Os think tanks e centros de pesquisa dos membros do Grupo e países convidados se reuniram no Espaço Cultural Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no Rio de Janeiro. O evento foi organizado pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG) e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

James Baldwin e a evidência das coisas vistas

Por Danillo de Matos Santos Costa. O papel de um escritor que usa até a última gota da sua experiência nos seus escritos é analisado no ensaio The discovery of what it means to be an american, publicado no seu livro de 1961, Nobody knows my name. No texto, Baldwin revela que deixou os Estados Unidos porque duvidava que pudesse sobreviver à fúria do problema racial que vigorava então, e que pretendia evitar se tornar “[…] meramente um negro; ou, até mesmo, meramente um escritor negro” (BALDWIN, 1991, p. 17). O autor queria descobrir como sua experiência poderia ser usada para conectá-lo com os outros, em vez de isolá-lo. Em resumo, ele sentia a necessidade de “[…] encontrar os termos em que minha experiência poderia ser relacionada com a de outros, negros e brancos, escritores e não escritores” (ibid, p. 17).

A crítica marxista do direito hoje: novos modos de ler Pachukanis

Por César Mortari Barreira. Publicado há cem anos, A teoria geral do direito e o marxismo é um marco na história do pensamento jurídico. Desde sua primeira edição, em 1924, as reflexões de Pachukanis possibilitaram discussões que foram muito além das simplificações e esquematismos característicos do debate até então vigente. Não por acaso, autores como Radbruch e Kelsen reconheceram de imediato a importância do livro e procuraram rebater seus argumentos.