A origem da pandemia está no que se come

Por Débora Assumpção e Lima
Desde o colapso da economia mundial, deflagrado pela crise financeira de 2008, o mundo tem enfrentado ininterruptas “pandemias”. De modo análogo às operações de subprime e os derivativos do mercado especulativo, cujo caráter fictício é configurado pela projeção de algo que ainda não existe, as pandemias também nos colocam face a face a um elemento sistêmico que não pode ser visto nem tocado: o vírus.

O que pensam os militares?

Por João Roberto Martins Filho
Quinhentos dias depois da posse de Jair Bolsonaro, a pergunta acima passou de preocupação de um restrito círculo de estudiosos a uma espécie de obsessão geral. Nós, os especialistas, depois de constatar que a vitória do ex-capitão teve como um de seus principais esteios uma operação de guerra de apoio a sua candidatura, logo compreendemos que tudo começara com modificações, de início imperceptíveis, no modo como a caserna reagiu à crise política pós-2103, no campo das ideias e das visões de mundo.

Na pandemia movimentos sociais mostram sua força e competência

Por Paolo Colosso
Nos tempos pré-COVID, ações coletivas pautadas pela cooperação e solidariedade eram vistas como elementos residuais da vida social marcada pelos parâmetros liberais de conduta.  Mas o trauma coletivo gerado pela pandemia tem sido um choque que suspende os nexos sedimentados. Nesse estado de emergência vem à tona, ao mesmo tempo, o que produzimos de melhor e de pior em termos civilizatórios.

Pandemia, violência contra as mulheres e a ameaça que vem dos números

Por Wânia Pasinato e Elisa Sardão Colares
As primeiras notícias vieram da China: a crise sanitária provocada pela pandemia do COVID-19 e a quarentena imposta à população trouxe consigo o crescimento de denúncias de violência doméstica no país. Com base na entrevista divulgada pela rádio BBC, um periódico brasileiroiii alerta que as denúncias naquele país cresceram a partir de contatos telefônicos com ONGs que atendem vítimas de violência doméstica, registros em delegacias de polícia e através de uma hashtag criada para que vítimas e testemunhas pudessem denunciar a violência.

A pandemia do covid-19 na sua versão nativa: o que está em jogo

Por Amélia Cohn
O mantra presidencial de que com o Covid-19 “todos vocês vão se molhar mas não vão morrer afogados” é revelador. Primeiro, porque só os outros e não ele se molharão; ele está acima de deus. Segundo pela crueldade, já que a doença pelo vírus assemelha-se a uma sensação de “afogamento no seco”, como bem definiu uma de suas vítimas sobreviventes. Revela aí seu traço sádico.

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